Escolher a Cristo


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Neste domingo, a liturgia traz à nossa reflexão, o tema ‘seguir a Jesus’, e os desafios que definem a opção dos cristãos, a partir da Palavra Divina a nós proposta. Eis as leituras reservadas para hoje: Sabedoria 9 (Primeira Leitura), Filêmon 1 (Segunda Leitura), Lucas 14 (Evangelho). Concentremo-nos em interpretar com atenção e foco.
 
PRIMEIRA LEITURA — SABEDORIA 9: Contém maravilhosa oração para pedir sabedoria a Deus. O autor é um homem muito inteligente. Entretanto sentia-se obrigado a pedir a Deus a ‘sabedoria’ que vem de Deus. É Ele que a concede gratuitamente.
Para fazer escolhas certas e ponderadas é necessária a sabedoria, a luz que vem de Deus. Seguindo os próprios impulsos e intuições, o homem não consegue descobrir o que é, de fato, o verdadeiro bem. Não está em condições de conhecer a vontade do Senhor porque seu raciocínio é inseguro. Não conseguimos decidir livre e sabiamente, não conseguimos seguir pelo caminho certo se Deus não enviar sua luz, se não comunicar sua sabedoria.
 
SEGUNDA LEITURA — FILÊMON 1: Passando pela província da Ásia, Paulo converteu ao cristianismo um jovem e rico comerciante de Colossos, chamado Filêmon, que tinha muitos operários e empregados e era proprietário de casa grande que punha à disposição da comunidade cristã para reuniões e celebração semanal da eucaristia.
Um dos seus escravos, um certo Onésimo (que quer dizer útil) rouba dinheiro dele e foge para a Europa. Não sabemos como esse homem se encontra com Paulo, nesse período, preso em Roma.
Onésimo, então, confidencia ao apóstolo: ‘Sabes, meu amigo judeu? Quando eu estava na Ásia, dei um golpe de mestre num cara de Colossos, um tal de Filêmon... ‘. Filêmon?, pergunta Paulo, arregalando os olhos, ‘mas esse é o meu melhor amigo! Eu lhe anunciei o Evangelho, batizei-o! Ah! Seu malandro sem-vergonha”. A partir dali, conversas entre os dois se tornam frequentes. Paulo fala a Onésimo do Senhor Jesus. Depois de alguns meses, Onésimo pede para ser batizado. É a origem da maravilhosa ‘Carta a Filêmon’. 
Nela, o apóstolo recomenda que Onésimo seja bem recebido, como se fosse filho, como um irmão muito querido. Perdoando Onésimo, Filêmon o manda de volta a Roma, para prestar ajuda a Paulo, que continuava preso. Conta-se que, muitos anos depois, se tornou bispo de Éfeso.
 
EVANGELHO — LUCAS 14: Jesus apresenta exigências muito duras para quem quer segui-lo, e conclui as três com o mesmo e áspero refrão: ‘...não pode ser meu discípulo!’ 
A primeira: ‘odiar’. ‘Se alguém vem a mim e não odeia seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos, suas irmãs e, até, sua própria vida, não pode ser meu discípulo’. ‘Odiar’, neste caso, significa romper até os laços mais íntimos, quando constituem impedimento para o amor.
A segunda: o dom da vida. ‘Quem não carregar minha cruz, e não me seguir, não pode ser meu discípulo’. Aos seus discípulos’ Jesus não pede para seguirem normas jurídicas, mas que o sigam. E a imagem, o sinal que sintetiza toda a sua vida é a cruz. Cristão é aquele que, como o Mestre, caminha ‘carregando a cruz’, isto é, oferecendo todos os dias a própria vida ao irmão.
A terceira condição: a renúncia a tudo. ‘Assim, pois, qualquer um de vós que não renuncie a tudo o que possui, não pode ser meu discípulo’. O que, de qualquer modo, é absolutamente certo, é que a opção de seguir a Cristo envolve atitude completamente nova em relação aos bens do mundo.
 
 
Monsenhor José Geraldo Segantin
pároco da Catedral, vigário geral - segantin@comerciodafranca.com.br
 
 

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