Após relatos incertos, o governo e o Parlamento do Uzbequistão confirmaram nesta sexta-feira (2) a morte do ditador Islam Karimov, 78, vítima de um derrame cerebral.Inicialmente, a mídia oficial disse que Karimov -um dos líderes mais autoritários da Ásia e no poder desde 1989- estava em estado crítico. A agência russa Interfax anunciou a morte, atribuindo a informação ao governo uzbeque -pouco depois, porém, retirou a notícia de seu site, dizendo ter havido "falha técnica".
Mais tarde, um comunicado oficial informou que o enterro será neste sábado (3).
O primeiro-ministro, Shavkat Mirziyoyev, foi apontado chefe da comissão que organiza o funeral. Não está claro, porém, quem será o sucessor de Karimov.
O ditador se via como protetor do povo uzbeque contra a ameaça do fundamentalismo islâmico -90% da população é muçulmana.
"Essas pessoas [extremistas] devem ser baleadas na cabeça. Se faltar determinação a vocês, eu mesmo atirarei", disse em um discurso no Parlamento, em 1996.
Karimov conduziu o país da Ásia Central à independência depois do fim da União Soviética, em 1991. Primeiro e único governante uzbeque até hoje, ele não admitiu oposição ao longo de 27 anos. A imprensa local sofria censura, e veículos estrangeiros, como a BBC, foram expulsos do país.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.