Cerca de duas mil crianças aguardam vaga nas dezenas de creches mantidas pela Prefeitura, segundo dados da Secretaria Municipal de Educação. Algumas, mesmo com ordem judicial para o atendimento, também continuam na fila. O problema não é novo. Há anos, o déficit de vagas em creche na cidade é alvo de críticas e reclamações constantes.
Para todos os seis candidatos à Prefeitura de Franca, diminuir ou resolver de vez essa situação é o grande desafio na área da Educação. Promessas não faltam.
Na sabatina organizada pelo GCN, o ex-deputado federal Marco Aurélio Ubiali (PSB) prometeu que, se não acabar com a fila de creches em um ano, renunciará. Para ele, o caminho é investir no aluguel de novos imóveis enquanto as construções de novas creches não estiverem prontas. Os recursos, segundo ele, viriam de programas federais.
Sidnei Rocha (PSDB), idealizador do Programa Mais Creche, que compra vagas em unidades particulares da cidade, disse que deve manter o programa funcionando e também investir na construção de novas unidades. Mas disse que prometer resolver o problema em apenas um ano é “loucura”.
Gilmar Dominici (PT) também aposta na parceria com as outras esferas de governo para conseguir ampliar o atendimento em creches. Ele defende as parcerias entre a iniciativa privada e o Poder Público. “Nossa meta é diminuir sensivelmente a espera por vagas, mas não dá para prometer isso em um ano. Ao longo do mandato, é possível.”
Flávia Lancha (PMDB) quer não apenas aumentar o número de vagas como também ampliar o funcionamento. “Hoje as creches conveniadas seguem o calendário escolar e não funcionam durante as férias. Mas as mães continuam com a necessidade de trabalhar. Eu vou mudar isso, quero que as creches funcionem também no período de férias”, disse.
Gilson de Souza (DEM) também promete aumentar o número de vagas oferecidas. Para ele, os recursos deverão vir dos governos Estadual e Federal.
Por fim, o candidato do PSol, Thiago Rodrigues, disse que, se eleito, deverá nos seus quatro anos de governo dobrar o número de vagas nas creches municipais. Além disso, ele também quer limitar o número de estudante por sala de aulas nas unidades do município e incluir nos currículos aulas sobre diversidade de gênero.
EDUCAÇÃO
Confira um resumo das propostas de cada um dos seis candidatos à Prefeitura de Franca na área de Educação
DR. UBIALI
PSB
Nº 40
Para Ubiali, a prioridade na Educação, caso seja eleito, será colocar um ponto final na fila de espera por vagas em creches. Ele promete resolver o problema no seu primeiro ano de governo. Em entrevista ao GCN, prometeu renunciar caso não consiga cumprir a promessa. Além das vagas em creches, Ubiali também defende a modernização do ensino municipal, com a utilização maior de tecnologias nos processos de aprendizado. Ele quer implantar o ensino integral nas unidades municipais e aliar conhecimentos profissionais ao aprendizado dos alunos. Para os professores, Ubiali defende a criação de sistemas de premiação baseado em resultados.
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FLÁVIA LANCHA
PMDB
Nº 15
Para Flávia, é prioridade na Educação: criar células orçamentárias dando maior liberdade e independência para os gestores. Instituir as metas que cada escola terá de cumprir para a melhoria do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), independentemente das orientações oficiais do Ministério da Educação. Diminuir a evasão escolar. Instituir o Programa de Caça Talentos, pelo qual serão procurados, entre os alunos da rede pública municipal, aqueles com aptidões específicas nos vários campos do desenvolvimento pessoal, como a música, a dança, o esporte, a física, a matemática, etc. Esses alunos terão, além do ensino formal, direito a investimentos e incentivos para os estudos específicos da sua área. Instituir o Programa Mérito Escolar, pelo qual diretores, professores e servidores serão premiados em decorrência do atingimento e extrapolação das metas definidas pela administração pública. Criar as condições orçamentárias e físicas para a construção de quantas creches forem necessárias para zerar o déficit de vagas.
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GILMAR DOMINICI
PT
Nº 13
Gilmar Dominici disse que deve priorizar o atendimento das crianças em creches. Para isso, planeja buscar recursos juntos a outras esferas governamentais para a construção de mais creches. Também quer a modernização do ensino, com a instalação de lousas digitais e utilização de recursos tecnológicos no processo educacional. Gilmar também prometeu que, em seu primeiro ano de governo, caso seja eleito, apresentará o projeto de Plano de Carreira do magistério para a Câmara Municipal. Ele defende o ensino integral e a ampliação dos programas de erradicação do analfabetismo. Ele quer ainda implantar um sistema próprio de avaliação da rede municipal e fechar convênios com universidades para formação continuada dos profissionais da educação.
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GILSON DE SOUZA
DEM
Nº 25
O ex-deputado estadual promete em seu plano de governo aumentar a participação das famílias na educação das crianças e jovens francanos. Ampliar a oferta de cursos técnicos profissionalizantes e de ensino superior. Também deve estudar a possibilidade da implantação do plano de carreira para os profissionais da educação e criar a Universidade Municipal, aumentando o número de cursos oferecidos à população. Sobre as creches, se comprometeu a lutar por mais recursos para a construção de novas unidades.
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SIDNEI FRANCO DA ROCHA
PSDB
Nº 45
Sidnei quer ampliar o programa Mais Creche, ampliar as creches já existentes e construir novas unidades; modernizar os laboratórios de informática nas escolas; estudar implantação de projetos para o período contrário às aulas; melhorar a merenda escolar; dar andamento às ações do Portal da Educação, melhorando as informações entre as escolas e os pais de alunos, via internet e celular; e ainda ampliar os programas Cursinhos Populares, Bolsa Universidade e Primeira Chance.
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THIAGO RODRIGUES
PSOL
Nº 50
O professor Thiago Rodrigues, também candidato a prefeito de Franca, se comprometeu em seu plano de governo a dobrar o número de vagas existentes nas creches; a reduzir o número de alunos por sala de aula no ensino fundamental para no máximo 20 alunos e no ensino médio para 25 estudantes; implantar a gestão democrática; mudar o sistema de escolha do cargo de diretor, que passará a ser eletivo, não comissionado; e incluir na pauta das escolas a discussão sobre a diversidade de gêneros.
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