Força: mulheres buscam voz ativa nas Prefeituras


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Flávia Lancha, candidata a prefeita, e Valéria Marson, candidata a vice, são as únicas mulheres nas eleições majoritárias em Franca
Flávia Lancha, candidata a prefeita, e Valéria Marson, candidata a vice, são as únicas mulheres nas eleições majoritárias em Franca
Há mais mulheres do que homens votando nas eleições no Estado de São Paulo, mas a representação feminina nas candidaturas segue uma curva inversa. Em Franca, não é diferente. Enquanto 52,6% do eleitorado é feminino, há 255 pessoas na corrida eleitoral, e apenas 77 delas são mulheres, ou seja, 30,2% do total. 
 
As mesmas desigualdade e desproporção se estendem à região. Um levantamento feito pela reportagem junto ao site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em dez cidades - Franca e os municípios paulistas de seu entorno: Cristais Paulista, Restinga, Patrocínio Paulista, Ribeirão Corrente, Batatais, São José da Bela Vista, Pedregulho, Jeriquara e Itirapuã - mostra que na corrida pelo posto majoritário nas Prefeituras, há 24 homens e cinco mulheres.
 
Uma delas é Flávia Lancha (PMDB), única mulher a pleitear a Prefeitura de Franca. Ela se apega a esses e outros dados para explicar a importância da participação feminina ativa no pleito. “As mulheres têm chegado a vários cargos administrativos, ocupado espaços, mas na política, não. Hoje, o Brasil tem apenas 10% de mulheres na política, sendo que somos 51% da população. Em Franca o cenário é ainda pior, porque a população é 52% feminina. Um dos meus projetos é justamente promover cursos de preparação para a participação feminina”, disse, lembrando que na atual gestão havia apenas uma única mulher na Câmara. 
 
Ela se refere a Valéria Marson (PSD), que foi a vereadora mais votada no pleito de 2012 e agora é candidata única dentre os seis que buscam ocupar a vice-Prefeitura de Franca.
 
Valéria disse acreditar que, sem as mulheres, a política fica incompleta. “A mulher ainda está conquistando o espaço que é dela. Temos outra visão, bem diferente da masculina, temos um olhar mais crítico, somos mais observadoras, e nossa participação é muito importante.”
 
Segundo ela, o receio de “enfrentar” um universo predominantemente masculino ainda existe, e romper essa barreira é um desafio. “Não é simples. Eu enfrentei 14 vereadores homens e tinha momentos em que eu tinha que explicar qual era o meu papel, de forma inteligente e sutil”, disse.
 
Ela afirma que vê a obrigatoriedade por lei de que pelo menos 30% das vagas de candidatos a vereadores sejam ocupadas por mulheres como uma conquista. “Temos que ter um lado, determinação, uma postura firme. Acredito que vá chegar o momento em que não precisará haver cota.”
 
Ela conta que parte de sua inspiração para imergir na política veio de sua irmã Luiza ¶ngela Marson Guidi, curiosamente a única mulher a exercer o cargo de vice-prefeita de Franca na década de 1990.
 

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