Funcionários da C. Steffens aprovam acordo com empresa


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Geraldinho (1º à esq.), presidente do Sindicato dos Motoristas, e funcionários da Carmen Steffens comemoram resultado da votação
Geraldinho (1º à esq.), presidente do Sindicato dos Motoristas, e funcionários da Carmen Steffens comemoram resultado da votação
A maioria dos funcionários da Carmen Steffens decidiu, durante assembleia realizada na tarde de ontem, aceitar a proposta de redução de jornada que é oferecida pela empresa como forma de evitar demissões. 
 
No total, 720 trabalhadores participaram da votação secreta. Desses, 568 aprovaram o acordo, ante 146 contrários à medida e outros 6 que votaram em branco. Agora, com a decisão, a Comissão Deliberativa de Trabalhadores, instituída por eles após o Sindicato dos Sapateiros de Franca se posicionar contrário à proposta, deve registrar o resultado no Ministério do Trabalho e assim, desde que em concordância com os funcionários envolvidos, a empresa deve cancelar os avisos prévios de 124 funcionários demitidos no início do mês passado.
 
A votação aconteceu em frente à empresa, no horário de saída dos funcionários para, dessa forma, contar com o maior número possível de participações. 
 
“O que fizemos hoje foi justiça. Está claro que a maioria dos trabalhadores, que são os principais envolvidos no caso, prefere o acordo e é por isso que lutamos”, disse a funcionária Fernanda de Paula, que desde o início solicitava uma votação.
 
Com seguranças, o presidente do Sindicato dos Motoristas de Franca, Geraldo Xavier de Almeida, acompanhou o processo de votação e apuração do resultado.
 
A última proposta apresentada pela empresa oferece estabilidade para os funcionários até abril de 2017, além de descontar os dias que não serão trabalhados em etapas, sendo um dia em meses de 30 dias; dois dias em meses de 31 dias e cinco dias nas férias de 2017.
 
Mesmo ciente do resultado da votação, o presidente do Sindicato dos Sapateiros, Sebastião Ronaldo, voltou a afirmar que deve contestar a legalidade da ação na Justiça. “Fomos procurados por diversos trabalhadores que não concordam com a decisão, mas sentem medo. Muitos não votaram exatamente por isso, e não vamos aceitar propostas que precarizem as condições de trabalho dessas pessoas.” 
 
De acordo com os advogados Adriano Pimenta e Leonardo Correa, a ata de todo o processo será apresentada ainda hoje no Ministério do Trabalho.
 
Audiência
Representantes da comissão de trabalhadores, Sindicato dos Sapateiros de Franca e também da empresa participarão, na tarde de hoje, de uma audiência no Ministério Público do Trabalho, em Ribeirão Preto. O encontro foi solicitado pela comissão de trabalhadores que acusa o Sindicato de vícios nas negociações e prática antissindical. 

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