Funcionários da C. Steffens votam hoje sobre acordo


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Funcionários da Carmen Steffens no segundo protesto contra o Sindicato na porta da entidade
Funcionários da Carmen Steffens no segundo protesto contra o Sindicato na porta da entidade
Funcionários da Carmen Steffens votarão, em assembleia que será realizada na tarde de hoje, se aceitam ou não a proposta da empresa que oferece redução de jornada, e consequente redução salarial, para evitar a demissão de dezenas de trabalhadores. A proposta, que está em discussão desde julho, não foi aceita pelo Sindicato dos Sapateiros de Franca e, no início do mês passado, 124 trabalhadores assinaram seus avisos prévios. Se um acordo for firmado, desde que com o consentimento dos funcionários, a empresa promete desconsiderar os avisos.
 
A assembleia, convocada por uma Comissão Deliberativa de Trabalhadores, instituída por 746 funcionários da empresa, acontecerá em duas etapas: às 16h30 e às 17h40 para, assim, oferecer a oportunidade de que o maior número de funcionários participe. O resultado deve ser divulgado ainda hoje.
 
“Teremos, finalmente, o que estamos pedindo desde o início das negociações mas, com essa presidência intransigente, ainda não conseguimos, que é a votação da proposta”, disse Matheus Machado e Machado, um dos trabalhadores que compõem a Comissão.
 
Os advogados que representam os trabalhadores informaram que o Sindicato, a Federação e a Confederação Nacional que representam a categoria, o Ministério do Trabalho e o Ministério Público foram convocados para participar e acompanhar a assembleia.
 
Sem acordo
Apesar da movimentação dos funcionários e a assembleia prevista para hoje, o presidente do Sindicato dos Sapateiros, Sebastião Ronaldo, voltou a afirmar que não aceitará a redução salarial. “Esse Sindicato continua com a mesma posição e é contra qualquer tipo de redução salarial. A assembleia pode acontecer, mas sem a nossa participação. A empresa não conseguiu nos provar a necessidade dessas medidas e não concordamos com essa proposta”, disse ele.
 
Segundo ele, se um acordo for firmado diretamente entre os funcionários e a empresa, o Sindicato deve questionar na Justiça a legitimidade.
 
 

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