Nenhum outro assunto foi tão comentado ontem no País. Nas ruas, no trabalho, no ônibus ou em casa não se falou em outra coisa. O impeachment de Dilma Rousseff (PT) predominou em todas as rodas de conversa. O dia 31 de agosto entrou para a história. Muita gente comemorou, outros lamentaram. E o que pensam a respeito aqueles que pretendem governar Franca pelos próximos quatro anos? O Comércio da Franca ouviu os candidatos a prefeito sobre o que eles têm a dizer da cassação da presidente. Integrante do mesmo PMDB do agora presidente Michel Temer, Flávia Lancha disse que é favorável ao impeachment. “Acredito muito na reforma política e nos resultados que ela pode trazer. Agora, é muito prematuro para falarmos se, na prática, o impeachment será eficiente ou não. Mas acredito na mudança, inclusive, defendo isso em minha campanha. A saída de Dilma já deu uma movimentada na economia e isso é um bom sinal”.
O candidato do PSDB, Sidnei Rocha, avaliou que Dilma não tinha mais condições de continuar na presidência e que o fim do processo de impeachment fará com que o País volte a produzir e crescer. “Finalmente, o imbróglio acabou. A presidente havia perdido toda a credibilidade junto à população e houve uma demora muito grande para o Congresso dar uma resposta. O País estava parado. Espero que o Brasil retome o desenvolvimento”. Ele disse que durante as visitas que tem feito às fábricas, notou como a produção caiu. “A maioria das empresas está só com um terço da produção. Todo este processo dessa senhora lá em Brasília parou o País. Agora que resolveu, é hora de caminhar e levar o País pra frente. Demorou um pouco, mas foi feito o correto”, disse ele.
Integrante da base aliada de Dilma Rousseff quando era deputado federal, Marco Aurélio Ubiali (PSB) evitou polemizar e fez um comentário de cinco segundos em que evidenciou ser favorável. “O Brasil, agora, entra numa estabilidade política que vai permitir o crescimento econômico”.
Contrários
Integrante do governo federal por oito anos, Gilmar Dominici (PT) lamentou a cassação de Dilma Rousseff. “Foi uma medida injusta com a primeira mulher presidenta da República. A Dilma foi condenada sem que tenha crime algum, o que caracteriza um golpe parlamentar”. Para o petista, o impeachment abre “grave” precedente. “Todo governante que não tiver maioria no Legislativo corre o risco de sofrer impedimento, mesmo que não tenha cometido crime”, disse ele.
O candidato do PSol, Thiago Rodrigues, disse que, apesar de ser crítico ferrenho dos governos petistas, principalmente em relação à política econômica, não concordou com a cassação. “O PT se aliou a partidos extremamente corruptos em troca de apoio no governo. Mas, mesmo assim, sou contra o impeachment, pois quem fez que ele passasse foram partidos que querem barrar a Lava-Jato. O impeachment da Dilma daria a sensação de combate à corrupção e o PMDB, PSDB e outros fugiriam pela tangente. Além disso, no mérito do pedido, não acho que pedalada fiscal seja motivo de impedimento de mandado”.
Gilson de Souza (DEM), não atendeu às ligações feitas em seu celular.
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