Os três senadores pelo Estado de São Paulo votaram a favor do afastamento definitivo de Dilma Rousseff (PT) do cargo de presidente da República. Apertaram a tecla sim Aloysio Nunes Ferreira e José Aníbal, ambos do PSDB, e Marta Suplicy, que era do PT e que agora está no PMDB. Derrotado nas urnas por Dilma, em 2014, o senador mineiro Aécio Neves (PSDB) também votou favorável ao impeachment. Cassado em 1992, o ex-presidente e hoje senador Fernando Collor de Mello (PTC-AL) foi outro que ajudou a colocar Dilma para correr. Por outro lado, Lindbergh Farias (PT-RJ), que liderou o Movimento Cara Pintada durante o impeachment de Collor, mudou de lado agora, e tentou, em vão, salvar a pele da companheira Dilma.
Queda inevitável: “O impeachment foi um processo natural, democrático, que seguiu a Constituição. O resultado foi o esperado. A grande maioria entendeu que ela, realmente, tinha culpa, que praticou crime. Diante da situação que estava o país, não tinha como a Dilma não cair. O pecado maior dela foi o desastre econômico, social e político que causou ao país. O Temer terá amplas condições para produzir as reformas necessárias e fazer o Brasil voltar a desenvolver e acabar com o desemprego.” Roberto Engler (PSDB) - deputado estadual.
Foi Golpe: “O dia 31 de agosto ficará marcado como o dia da tristeza. Foi cassada uma inocente. Foi dado um golpe parlamentar por uma maioria de ocasião, que foi derrotada em 2014. Ficará uma mancha profunda na jovem democracia brasileira.” Marcial Inácio da Silva - presidente do diretório municipal do PT.
Foi tarde: “Demorou para a Dilma cair. Agora, espero que o Temer tome providências para conter o desemprego. São 12 milhões de desempregados. O país entrou em uma grande recessão. Acredito que o otimismo do povo brasileiro, do empresariado, vai aumentar e que teremos dias melhores. Espero que o Brasil volte a progredir e que a Operação Java Jato continue para mandar os corruptos para a cadeia.” Marco Garcia (PPS) - presidente da Câmara.
Solidário à companheira: “Não vou me manifestar a respeito.” Alexandre Ferreira - prefeito e presidente do diretório municipal do PSDB, que escapou da cassação no mês de julho.
Edson Arantes
jornalista - edson@comerciodafranca.com.br
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