Agosto


| Tempo de leitura: 1 min
Na quarta-feira, 24 de agosto, completaram-se 62 anos do suicídio de Getúlio Vargas. Dia 25, marcou-se 55 anos da renúncia de Jânio Quadros. 
 
Neste mesmo dia, 2016, começou a fase decisiva do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Mais uma vez o simbolismo trágico do oitavo mês do ano se faz presente. 
 
Em outros agostos, ocorreram as mortes de Juscelino Kubstichek, Miguel Arraes e do neto deste, Eduardo Campos, que concorria à presidência da República em 2014. 
 
A soma dos graves episódios nos conduz à inevitável conclusão de que algo muito errado ocorre e faz a nação viver de ciclos sem jamais alcançar a maturidade e a sustentabilidade política. 
 
A República Velha foi permeada por golpes e autoritarismo. Deu lugar à ditadura Vargas que durou 15 anos e acabou vencida pela redemocratização de 1945 que só resistiu até 1964, quando militares tomaram o poder e nele permaneceram por 21 anos. 
 
Com a redemocratizado dos anos 80, o país passou a viver crise de identidade ideológica e a multiplicação de tendências, muitas inviáveis mas toleradas através do compadrio e de espúrias coalizões. A corrupção encontrou terreno fértil para se desenvolver.
 
Estamos a viver novo e trágico agosto. Terminado o episódio do impeachment urge mobilização nacional por formatos que possam gerar futuro de estabilidade e sem o cíclico sobressalto que deságua em meses de agosto trágicos. 
 
Há que se trancar todas as portas que levam à corrupção, definir claramente a vida e o meio de sustentação dos partidos políticos e do custeio das campanhas eleitorais e encontrar meios para impedir aparelhamento de repartições públicas com a nomeação (sem concurso) de cabos eleitorais. 
 
Também é indispensável a criação de mecanismos que afastem com mais rapidez, e sem traumas, governantes que não estiverem cumprindo com suas finalidades. Não podemos continuar marchando sem sair do lugar... 
 
 
Dirceu Cardoso Gonçalves
Articulista

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários