Esporte e música são o caminho


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As Olimpíadas do Rio mostraram alguns exemplos de jovens de origem humilde, que conseguiram se destacar aos olhos de todo o mundo através do esporte, como aconteceu com  a  judoca Rafaela Silva e o baiano Isaquias Queiroz na canoagem. Eles passaram a ser espelho para crianças e jovens, que já começaram a imitá-los pelas quadras, campos e até nas ruas por todo o Brasil. Além do esporte, outra atividade que atrai essa garotada é a música, com a formação de grupos de canto e dança. Então, fico pensando nas bobagens que dirigentes do ensino no País fizeram ao retirar do currículo aulas de canto orfeônico e a pouca importância que sempre deram à Educação Física, mormente no ensino básico e fundamental, quando deveria ser ao contrário. Sou da geração privilegiada, na época em que aprendíamos os solfejos e notas musicais,  cantando corretamente o Hino Nacional, Hino à Bandeira, Hino da Independência, até chegar ao momento cívico e musical de Uma Hora em Comunhão com a Pátria, que chegou a ser mostrado na televisão, e comandado pela dinâmica professora Lúcia Gissi Cerazo. Agora, depois de muitos anos, falam na reativação da música nas escolas. Antes tarde do que nunca. E na Educação Física foi tanta falta de apoio, que professores e alunos foram ficando totalmente desmotivados, restando a saudade dos tempos em que surgiam nas quadras escolares revelações como Hélio Rubens, Totô, Fransérgio, entre outros, pelas mãos de um professor Pedroca. Mais do que provado que esporte e música são mesmo o melhor caminho na educação. Falta só avisar aos nossos governantes.

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