Há solução para o trânsito assassino?


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Até quando continuaremos noticiando tragédias como a multiplicação de vítimas inocentes diante do trânsito assassino que coloca o Brasil como o quarto no mundo em número de mortes, conforme levantamento realizado pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 2010? Em números absolutos, conforme relatório mais recente do Ministério da Saúde, em 2014 foram registrados 43.075 óbitos (e 201.000 feridos hospitalizados). Já o Seguro DPVAT diz que em 2015 foram pagas 42.500 indenizações por morte e 515.750 por invalidez. São números expressivos que superam os registrados em países conflagrados por uma guerra civil, como a Síria.
 
Um bom exemplo a respeito desta questão é a Alemanha. que no início da década de 1970 registrava mais de 27 mil mortes relacionadas ao trânsito por ano, com uma frota automotiva bastante reduzida em relação à atual. Já em 2011, 4.009 pessoas morreram em acidentes no País. O menor índice foi atingido em 2013, quando foram registradas 3.339 mortes no trânsito. No ano seguinte, os números subiram ligeiramente, para 3.377. De acordo com especialistas, uma série de fatores permitiu a mudança neste quadro, principalmente com relação ao aumento da segurança dos veículos e a adoção de uma legislação rigorosa, principalmente no que diz respeito à limitação da velocidade nos centros urbanos.
 
A morte do aposentado Midival Pereira da Silva. 82, no final da tarde de anteontem, quando atravessava a avenida São Vicente (Jardim Noêmia) e foi colhido por uma motocicleta reacende o debate a respeito do perigo que o trânsito se tornou, principalmente para pedestres, ciclistas e motociclistas. Embora o País tenha um Código Nacional de Trânsito bastante minucioso, acompanhando o que já foi aprovado em outros países, cobra-se ainda um envolvimento maior de nossas autoridades e da sociedade para que possamos ostentar índices próximos dos países mais desenvolvidos.
 
É necessário que haja uma conscientização dos condutores de veículos automotores no Brasil para o perigo de transitar em alta velocidade, ingerir bebidas alcoólicas antes de assumir a direção e não utilizar o telefone celular ao volante, entre outros. Já nossas autoridades precisam traçar um profundo estudo a respeito do trânsito nas regiões urbanas, detectando-se os problemas e buscando soluções definitivas. Tudo passa ainda pela formação dos condutores, além de uma completa reformulação das estradas: a maioria de nossa malha viária é precária, contribuindo ainda mais para esta situação. Enquanto todos não se conscientizarem, dificilmente será possível uma mudança de postura no sentido de reduzir drasticamente os números hoje registrados.
 
 
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