Redes sociais viram armas bélicas em 'campanha express'


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Redes sociais viram armas bélicas em ‘campanha express’ para prefeito
Redes sociais viram armas bélicas em ‘campanha express’ para prefeito
Mais curta e com novas restrições, a campanha eleitoral 2016 está exigindo um novo estilo de trabalho por parte dos candidatos. Neste contexto, a minirreforma política, da Lei nº 13.165, que enxugou as diferentes maneiras de de pedir votos, fez com que as redes sociais ganhassem peso extra na corrida eleitoral. Canal direto de comunicação com o eleitor, elas são menos afetadas pelo rigor das diretrizes eleitorais e permitem mais liberdade de expressão.
 
Na mais popular delas, o Facebook, há ao menos 12 páginas ou perfis alusivos aos seis candidatos a prefeito de Franca. Alguns apostam ainda em perfis no Instagram, rede que prioriza o destaque de imagens, e a caçula SnapChat, rede de compartilhamento de conteúdo temporário, popular entre os mais jovens. 
 
Em comum, as ferramentas virtuais têm como marca a agilidade de compartilhamento e a interatividade imediata com o internauta, o que faz com que os marketeiros apostem na exposição dos candidatos de forma mais natural, sem artifícios ou grandes produções (veja, nesta página, as fotos que os candidatos estavam usando no Facebook, até a última sexta).
 
E de tão importante que se tornaram as ferramentas virtuais, as redes ganharam papel de protagonistas da campanha em alguns casos. É assim para o candidato do Psol para o cargo de prefeito de Franca, Thiago Rodrigues, que decidiu “bombardear” todas as vertentes mais populares da web. Além de manter atualizada sua página pessoal no Facebook, uma equipe de três pessoas o ajuda a alimentar uma fanpage na mesma rede, além de uma conta no Instagram e um perfil no SnapChat. “A rede social tem a característica do compartilhamento de informações e a usamos para isso. É, sim, o nosso principal meio de comunicação da campanha”, disse Rodrigues. Para ele, achar um equilíbrio entre o tom das postagens é essencial. “Tem que ser tudo muito equilibrado. Temos que ponderar a questão do senso de humor para que não pensem que não se trata de algo muito sério. Queremos passar que é possível construir uma Franca melhor, dentro da realidade.”
 
Também candidata a administrar a cidade, Flávia Lancha (PMDB) disse que vê as redes como ferramenta de extrema importância por serem gratuitas, com poucas restrições e atingirem um grande público. Ela se armou com suas contas no Facebook (uma página pessoal e uma fanpage recém-criada) desde o primeiro dia de campanha (16 de agosto), quando já postou um vídeo cômico abordando a necessidade de haver parceria e companheirismo para desenvolver qualquer trabalho. “Começamos linkando um pouco de humor, mas (com o vídeo) queríamos passar mensagem de que ninguém faz nada sozinho e que para fazer bem feito tem que ter outras pessoa”, disse. Ela cita, no entanto, que o tom bem humorado não será constante. “Rede social não pode ter um único direcionamento. Por ser uma ferramenta de acesso rápido, pensamos que o lúdico tem sua função, mas temos que estar permeando e mostrando sempre que estamos fazendo uma coisa séria. Estamos terminando o plano de governo, vamos postá-lo lá e é um exemplo de algo muito sério.” Além do Facebook, Flávia e uma equipe sob sua coordenação planejam ativar uma conta no SnapChat e abastecem constantemente com informações diversos grupos de WhatsApp
 
Uma das alterações impostas pela reforma eleitoral atinge também o tempo de campanha, que foi reduzido de 90 para 45 dias. Essa mudança é uma das motivações para um maior direcionamento de foco para as redes sociais. Para o candidato do PT a prefeito, Gilmar Dominici, outro grande benefício das redes é a flexibilidade maior. “Não há custo, temos mais facilidade de trabalhar por não haver restrição de tempo e postagens e o motivo que eu considero o mais importante é que atinge um público grande. Hoje temos um grande número de pessoas nas redes em Franca, acredito que 50% dos eleitores usam smartphones e navegam pelas redes”, disse. Dominici citou ainda que se trata de um diferencial de peso que está sendo trabalhado e aproveitado por sua equipe. Vitor Quarenta, coordenador de mídias da campanha petista, acrescentou que o candidato lançará mão também de redes como Instagram e SnapChat, além de apostar em plataformas colaborativas e rede de transmissão de informações via WhatsApp.
 
Embora todos os candidatos contem com ajuda da equipe de campanha no trabalho de alimentar as páginas das redes sociais, todos afirmaram ter participação ativa nas postagens. “Eu e a equipe, juntos, alimentamos as redes. Uso também meu WhatsApp pessoal participando de muitos grupos”, disse Marco Aurélio Ubiali (PSB), citando que tem participação ativa também no Facebook, Instagram e Linkedin. “Cada dia mais aumenta o número de pessoas que acessam as redes sociais, isso é o futuro, cada vez mais a comunicação vai ser de forma digital e ela oferece uma maneira mais direta de conversar com as pessoas. Considero importante e válido que cada vez mais tenhamos esse contato”, disse.
 
O candidato do DEM à Prefeitura de Franca, Gilson de Souza, disse que uma equipe está sendo formada para auxiliá-lo na alimentação das redes sociais com mais intensidade. Com três perfis pessoais ativos no Facebook, durante os cinco primeiros dias de campanha, ele foi o que menos usou a ferramenta. “Estávamos aguardando as decisões eleitorais, a parte do registro da candidatura e todas as demais definições. Mas vamos usar bastante as redes sociais, sim”, disse. O candidato disse ainda que vê a ferramenta como uma revolução e de extrema importância. “É, sem dúvida, um diferencial. Vamos trabalhar para que possamos avançar um pouco mais (nas redes) e usar o que elas têm de melhor, para levar o máximo de informações ao eleitorado.”
 
A equipe do candidato Sidnei Rocha (PSDB) é a única que não vê importância extraordinária nas redes sociais em relação a campanhas anteriores. Marcelo Facuri, coordenador de marketing do grupo, disse que o peso é o mesmo que elas já tinham na campanha anterior. “A rede social complementa, mas cada meio tem a sua importância. A campanha requer que trabalhemos bem todos os canais (rádio, TV, contato presencial, internet, material impresso). Não há um mais ou menos importante, é um conjunto”, disse. Mesmo com a popularização de outras redes sociais, Rocha e sua equipe decidiram direcionar as atenções somente para o Facebook. Ele é adepto da gravação de vídeos curtos e com linguagem simples e tem usado sua fanpage para falar “cara a cara” com o internauta. “Estou vendo as suas curtidas nas nossas postagens no Facebook. Agora, quem está curtindo você sou eu”, disse em um dos vídeos mais recentes. 

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