Eleição municipal vai influir em 2018


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Com o início da campanha eleitoral para as eleições municipais de outubro próximo, quando serão eleitos prefeitos e vereadores dos 5 561 municípios do País, de acordo com os números do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), fica claro diante das primeiras movimentações dos eleitores, aferidas por pesquisas de opinião, que o resultado poderá modificar bastante o quadro político em nosso País. A influência dos números pode chegar até a 2018, na eleição proporcional para eleger presidente da República, senadores, governadores e deputados (federais e estaduais). Não será nenhuma surpresa se até lá partidos com grande peso, com representatividade em nível nacional, se vejam diminuídos. Em razão das situações econômica e política do País, que culminam com o processo de impeachment da presidente (afastada) Dilma Rousseff (PT), não será nenhuma surpresa se algumas legendas se virem à beira da extinção.
 
Acontece que as investigações da Operação Lava Jato e de suas derivações ainda devem prosseguir e, a depender do andar da carruagem, centenas de políticos com mandato poderão ser processados e até condenados, mudando radicalmente o quadro hoje verificado, com quatro partidos predominantes (PMDB, PT, PSDB e PSD), outros medianos (como PDT e PTB) e uma série de nanicos. As alterações feitas nas regras para o pleito deste ano deverá tornar ainda mais difícil a vida dos nanicos, que precisam ter uma base representativa de algum peso no Congresso Nacional até para participar de debates eleitorais. Como se pode ver, há diversas tentativas no sentido de inviabilizar a existência destas legendas que, mesmo sem representatividade, usufruem das verbas do fundo partidário e da distribuição do tempo no horário eleitoral gratuito e nas propagandas partidários no rádio e na TV.
 
O PT, partido mais implicado com as denúncias da Lava Jato, depende do destino de Dilma Rousseff no julgamento do impeachment no Senado, que começa hoje, para definir o próprio futuro. Com alguns de seus principais nomes implicados no esquema de desvio de dinheiro dos cofres públicos que irrigaram o bolso de petistas, de seus familiares e da própria legenda, o partido pode ser profundamente desfalcado não apenas por causa das decisões da Justiça, mas também por causa da rejeição do eleitor. Desta forma, o panorama político brasileiro pode começar a mudar a partir do pleito de outubro. Só lá o eleitor terá condições de aferir o quão profundamente o cenário será ou não modificado. 
 
 
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