Depois da euforia, a realidade brasileira


| Tempo de leitura: 2 min
A realização dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, ao contrário das suspeitas iniciais, foi um sucesso. Da abertura elogiada à apoteótica cerimônia de encerramento, quando tudo terminou em samba, não houve qualquer motivo da preocupação que rodeou a realização antes de seu início. A violência que o crime organizado impõe à Cidade Maravilhosa deu trégua, principalmente por causa do reforço na segurança pública, engrossada pelas Forças Armadas e polícias militares de Estados próximos. Não houve atentados, grandes ações armadas pelo crime organizado e muito menos o caos que se desenhava para o deslocamento de atletas e os mais de 1 milhão de turistas que circularam no Rio de Janeiro durante os 17 dias da Olimpíada. O País, embora tenha ficado aquém do esperado no ranking geral, bateu o recorde de medalhas conseguidas em outras edições do evento, principalmente a mais esperada de todas, a inédita de ouro no futebol masculino.
 
A euforia com a realização dos Jogos Olímpicos e com o resultado conseguido por nossos atletas fica para trás. Agora, precisamos encarar a nossa realidade: continuamos em crise, com o desemprego em alta, índice inflacionário crescente e a estagnação do setor produtivo. A princípio, o cenário político ainda é de paralisia do Congresso Nacional, que precisa definir ainda as situações da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) e do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB -RJ). A primeira terá o impeachment votado a partir do próximo dia 25 e o segundo enfrenta sessão de cassação no próximo dia 12 de setembro. Enquanto estas duas questões não forem resolvidas, dificilmente o governo (com o presidente interino Michel Temer ou a afastada Dilma, caso se livre do impeachment) terá condições de conseguir aprovar as medidas econômicas que o País espera.
 
Os índices econômicos anunciados recentemente mostram que o Brasil não pode esperar muito. Hoje, temos mais de 10 milhões de desempregados e outro tanto engrossando o mercado informal de trabalho diante da retração da atividade econômica que se arrasta há mais de um ano. Ainda hoje, a indústria automobilística brasileira enfrenta um mercado recessivo, sendo obrigada a fechar acordos ou então demitir para reduzir os prejuízos. A construção civil também apresenta números negativos depois do verdadeiro “boom” de anos atrás e o desempenho do setor varejista está muito aquém do esperado. Desta forma, o Brasil precisa se mexer e buscar saídas para uma situação que vem prejudicando milhares de cidadãos a cada mês. O problema é que ainda teremos pela frente as eleições de outubro.
 
 
email opiniao@comerciodafranca.com.br
 
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários