Francana trabalha como motorista na Olimpíada


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A educadora Maria Aparecida foi uma das voluntárias brasileiras atuantes nos Jogos Olímpicos
A educadora Maria Aparecida foi uma das voluntárias brasileiras atuantes nos Jogos Olímpicos
“Valeu muito essa experiência de poder servir e participar de alguma forma dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro. Vou levar (experiência) para o resto minha vida”. Foi assim que a educadora física, Maria Aparecida Gomes Chaves, 46, definiu sua participação como voluntária no maior evento esportivo mundial. A francana foi uma de milhares de voluntários escolhidos pelo comitê organizador para trabalhar no grupo de suporte dos Jogos. Maria Aparecida foi designada para desempenhar a função de motorista.
 
A atribuição não foi a desejada pela educadora física, que se inscreveu para atuar na assistência de esportes como vôlei, atletismo ou tênis de mesa, mas foi encarada pela voluntária como um desafio pessoal. “Nunca dirigi no Rio de Janeiro e desempenhar essa função me assustou de início. Fiquei um pouco frustrada, mas depois encarei como mais um desafio em minha vida”, declarou. No veículo, Maria Aparecida Gomes Chaves transportava a ‘Família Olímpica’ (atletas, arbitragem e dirigentes das delegações).
 
Indagada pela reportagem sobre uma eventual carona para algum atleta de renome, a francana disse que transportou o time feminino de vôlei da China (o país asiático foi responsável por eliminar o Brasil nas quartas de final). “Elas foram simpáticas e até me presentearam com um broche da China”, disse. 
 
Maria Aparecida enalteceu a organização do comitê com uma via olímpica exclusiva sem trânsito para os condutores. Histórias são inúmeras vividas pela francana durante os sete dias que esteve como voluntária nos Jogos Olímpicos. Uma delas com o erro de rota do GPS do veículo. “O GPS acabou me indicou um outro caminho e fui parar na entrada de uma favela. Confesso que fiquei com medo, mas saí logo do lugar.” 
 
Em setembro, a francana estará novamente no Rio de Janeiro para trabalhar nos Jogos Paralímpicos. Desta vez, Maria irá desempenhar a função de assistente de cronometragem no ciclismo de estrada.  
 
“Muitos me falaram que eu era boba em trabalhar de graça, mas quem me conhece sabe que gosto de desafios e do trabalho voluntário. É uma realização pessoal e profissional. Me sinto orgulhosa de ter contribuído um pouco com meu trabalho na realização dos Jogos”, afirmou.
 
Moradora no Parque do Horto, Maria Aparecida Gomes trabalha como professora no Hospital Allan Kardec, e na escola estadual Maria Cintra Nunes Rocha (no Jardim Cambuí). Além dos dois lugares, ela atua como voluntária na ONG Pedra Bruta.
 
 

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