Figura paterna


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Pesquisa realizada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, em levantamento inédito sobre a violência juvenil, mostra que 2/3 dos jovens delinquentes vivem sem a presença do pai e 42% sequer têm contato com ele. Trata-se de alarmante resultado que afasta qualquer dúvida quanto à importância da presença do pai no processo educativo dos filhos. Repetimos o que afirmara o espírito André Luiz, pela psicografia de Chico Xavier: ‘O lar é a primeira escola.’ Bem o dizem: ‘todo pai é o herói de seu filho’, porquanto, na educação, que deve iniciar-se na intimidade do lar, o pai constitui a autoridade legal e moral, o líder, o símbolo visível de toda a criança, o herói, por isso, há de ensinar e exemplificar, sem deixar de partilhar com a esposa semelhante esforço, que fará seus filhos bons ou maus, felizes ou infelizes. 
 
O resultado da pesquisa, ao confirmar a relevância da figura do pai, não faz dispensável a presença da mãe que, por sua vez, tem, frequentemente, sabido acumular a sua missão de mãe com a do pai faltoso, instituindo o sentimento e a firmeza de atitudes, indispensáveis ao enfrentamento dos embates da vida. 
 
A família é uma comunidade em si mesma, razão da fusão entre as missões paterna e materna a levar a efeito o esforço educativo da prole, posto que filhos se relacionam com os pais e com as mães, de maneira simultânea ou alternada, convivência que há de resultar na educação deles, num processo sistêmico, em que marido e mulher hão de fundir-se no cumprimento de suas tarefas específicas. Indispensável, porém, segundo a psicologia, que pais, sem que hajam de apelar para a força e o autoritarismo, façam-se distintos pela maneira mais racional e menos emocional de agir, demonstrando firmeza que infunde confiança e segurança, enquanto as mães transfundem sensibilidade. 
 
A autoridade de um pai humano há de comparar-se à autoridade do nosso Pai celeste, porquanto, uma e outra não se exercem sem que se paute no verdadeiro amor e justiça, conforme ensinado pelo Mestre Jesus.
 
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

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