Depois de ver o funcionamento do País e de suas instituições ameaçado nos últimos anos, diante da investigação da Lava Jato e seus desdobramentos — que pode colocar na cadeia centenas de políticos com mandato, depois de ter condenado empreiteiros e diretores de estatais —, além dos processos de impeachment da presidente (hoje afastada) Dilma Rousseff (PT) e de cassação do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) — que renunciou à presidência da Câmara dos Deputados para tentar salvar o mandato — vivemos atualmente os primeiros dias da campanha eleitoral que irá eleger prefeitos e vereadores em todos os municípios do País. Diante de tudo o que o Brasil vem passando, estes dias de campanha devem ser encarados como fundamentais para que se conheçam os candidatos, seus planos e motivações. Por causa do período, encurtado, quem pleiteia um mandato no Executivo ou Legislativo terá que correr atrás dos eleitores, travando um diálogo olho no olho.
Franca, que caiu em uma verdadeira armadilha com a eleição de Alexandre Ferreira (PSDB) não pode mais errar ao escolher os seus representantes. No total, seis candidatos disputarão a Prefeitura: Sidnei Franco da Rocha (PSDB), Marco Aurelio Ubiali (PSB), Gilson de Souza (DEM), Gilmar Dominici (PT), Flávia Lancha (PMDB) e Thiago Rodrigues (PSol). Hoje a maioria deles já domina as redes sociais, postando suas opiniões e esboçando as as intenções. Porém, precisam colocar de forma clara os seus planos de governo, para que o eleitor delibere e decida. Propostas genéricas (“trabalhar pela saúde, pela educação e pelo emprego”, como muitos gostam de apregoar) não podem mais ser consideradas.
Além disso, os 243 candidatos à Câmara Municipal (uma média de 16,2 por cadeira) têm que deixar claro se continuarão a ser motivados por um corporativismo que ignora os anseios de seus eleitores ou pela firme determinação de fazer valer a sua atribuição: legislar em nome dos francanos e fiscalizar de maneira firme e constante a atuação do Executivo. Só o eleitor francano (o mesmo pode ser estendido a todo o País) será capaz de promover a renovação que ele tanto exige, buscando se informar e participando de forma ativa da campanha eleitoral. O primeiro passo é conhecer a fundo o seu candidato e esquecer das atitudes que não condizem com um pleito municipal, como “não perder o voto” ou “manter os mesmos ladrões para não colocar um novo”. É impossível que num universo de duas centenas de meia de candidatos não existam 15 capazes de transformar totalmente o quadro que aí está. Este é o anseio de todos nós, francanos, hoje à mercê de um Executivo insensível e um Legislativo inoperante.
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