A dupla brasileira Ágatha Rippel, 33, e Bárbara Seixas, 29, ficou com a medalha de prata no vôlei de praia feminino na madrugada desta quinta-feira (17), na arena de Copacabana.
Na final, elas perderam para as alemãs Laura Ludwig, 30, e Kira Walkenhorst, 25, por 2 a 0 (21/18 e 21/14). A medalha de prata no feminino repete as Olimpíadas de Atenas-04 e Pequim-08. Nesta quinta, Alison e Bruno Schmidt disputam o ouro no masculino contra os italianos Nicolai/Lupo, às 23h59.
O primeiro set do confronto entre brasileiras e alemãs foi equilibrado. O vento forte que atingiu a arena de Copacabana tornou mais difícil a recepção de saques, dificultou passes e levou a erros inesperados. As alemãs começaram a se distanciar quando fizeram 17 a 13. Ludwig e Walkenhorst estavam sacando e bloqueando melhor. Venceram por 21 a 18.
As brasileiras se desconcentraram no início do segundo set, permitindo que as alemães fizessem 6 a 1. Elas só tinham conseguido bloquear uma jogada das europeias, que ergueram um paredão que lhes garantiu três pontos seguidos de bloqueio.
Ágatha e Bárbara se complicavam na defesa e devolveram por duas vezes a bola por meio de manchetes altas, facilitando o ataque da dupla alemã, que rapidamente chegou a 12 a 6, e depois a 19 a 13, encerrando com 21 a 14.
As alemãs transformaram em pontos 60% dos seus ataques, bloquearam melhor e defenderam com mais eficiência, vencendo com facilidade as brasileiras.
Ludwig e Walkenhorst já haviam batido as brasileiras Larissa e Talita na semifinal.
MILITARES
Pouca gente reparou que, durante a execução do Hino Nacional brasileiro, momento antes da final dos Jogos, Ágatha e Bárbara estavam em posição de sentido. O biquíni não é motivo para as terceiro-sargentos da Marinha do Brasil deixarem o protocolo de lado.
Elas integram o Programa Olímpico da Marinha, no qual atletas com potencial recebem apoio e podem utilizar a estrutura da Marinha como centro de treinamento.
Ágatha e Bárbara começaram a parceria no meio da temporada de 2011 e, atualmente, é a dupla atuando há mais tempo no circuito brasileiro. Há quase cinco anos juntas, superaram carreiras oscilantes pra chegar à final dos Jogos do Rio.
Natural de Paranaguá, Ágatha chegou ao vôlei de praia tarde, aos 19 anos. Era atleta de quadra. Bárbara, carioca, começou numa escolinha de praia na Barra da Tijuca. Talento precoce, é sempre anunciada como a única atleta que ganhou todos os títulos mundiais nas categorias de base.
Ágatha sabia tão pouco de vôlei de praia que nem se deu conta do tamanho da ousadia que cometeu ao procurar Sandra Pires, campeã olímpica em 1996, e se oferecer para ser a sua parceira quando soube que ela iria "abrir a dupla" com Ana Paula, após Atenas-2004.
Bárbara carrega no pescoço uma figa e uma referência à Ave Maria, presentes que ganhou da mãe.
"Sempre que viajo ela me dá algum amuleto para minha proteção. Gostei desses dois e os carrego comigo."
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