Morre o escritor Fabrício Silva Rodrigues


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Fabrício Silva Rodrigues é velado no São Vicente e será sepultado às 16h, no Santo Agostinho
Fabrício Silva Rodrigues é velado no São Vicente e será sepultado às 16h, no Santo Agostinho
Morreu, por volta das 20 horas dessa quarta-feira, na Santa Casa de Franca, o escritor francano Fabrício Silva Rodrigues, de 35 anos. Portador de distrofia muscular de Duchenne, mal genético que só atinge meninos e é passado pelo cromossomo X, que vem da mãe, o jovem estava internado desde o dia 5 de agosto, quando sofreu uma parada cardíaca. Desde então, continuou sedado e na noite de ontem, após 13 dias, não resistiu às complicações. 
 
Filho de Maria de Fátima Silva e Rui Rodrigues, Fabrício descobriu cedo sua doença. Aos 6 anos, após tomar um tombo e não conseguir se levantar, foi diagnosticado com a doença hereditária e progressiva, que atrofia os músculos do corpo, deixando o paciente paralisado. Com a evolução da doença, aos 10, ele parou de andar. Depois, perdeu os movimentos dos braços e pescoço. Devido às dificuldades, aprendeu a ler em casa, já aos 13 anos. 
 
Mesmo mexendo apenas alguns dedos e respirando com a ajuda de aparelhos, Fabrício escreveu três livros, nos quais narra sobre sua doença, a vida e a fé. Em 2008 lançou À Vida e Voo, e em 2014 Redesenhando meu mundo.
 
“Sou uma pessoa que luta para viver o melhor possível e poder realizar minhas necessidades, extrair o melhor de mim e da vida, sou otimista, sonhador, inseguro, tímido, tranquilo e feliz, embora enfrentando muitas dificuldades”, disse Fabrício, em entrevista ao Comércio, em 2008.
 
Antes de ser hospitalizado, Fabrício passava seus dias na Casa Inclusiva, da Fundação Judas Iscariotes, pois precisava de cuidados especiais. Com a ajuda de amigos, percorria várias cidades, mesmo debilitado e em uma cadeira de rodas, falando sobre sua doença e como superar os obstáculos. 
 
O escritor, segundo seus amigos, era muito engajado com projetos sociais e tinha o desejo de apoiar famílias com portadores de Duchenne em todo o Brasil.
 
“É impossível não pensar no Fabrício e não se lembrar de sua alegria de viver e todo o amor que ele transmitia em todos os momentos, repleto de amigos e sempre fazendo questão de mostrar a beleza da vida, apesar de qualquer coisa”, disse, emocionada, a amiga de longa data Brunca Calixto Xavier. 
 
O velório será no São Vicente de Paulo, sala 2. Sepultamento, com serviços da Funerária Tedesco, está previsto para as 16 horas, no Cemitério Santo Agostinho.

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