Ave pequena de aproximadamente 12,5cm, de plumagem pardo-avermelhada e bem simples, tendo às vezes nos lados da cabeça um desenho branco, o uirapuru é muito admirado não pela beleza de suas penas, mas de seu canto. Tem bico forte e pés grandes. Seu comportamento é irrequieto. Ele se move rapidamente no meio da folhagem ou do solo.
O seu habitat preferencial é a floresta úmida. Nativo da América do Sul , pode ser encontrado nas Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e em toda a Amazônia brasileira.
Come, principalmente, insetos, mas também se alimenta de frutas. Acredita-se que o uirapuru, como vários outros pássaros amazônicos, alimenta-se mais ativamente durante as estações chuvosas, quando formigas taocas saem dos formigueiros e passam a atacar animais rasteiros próximos, provocando movimentação que atrai os pássaros.
Esta ave pode formar casais ou ficar em conjunto com outras espécies de pássaros. Mas raramente é vista, pois vive na parte mais alta das copas das árvores da selva. Seu canto maravilhoso a faz ser conhecida como corneta e músico.
Durante o ano todo, o uirapuru canta apenas cerca de quinze dias. Explica-se: seu cantar longo e melodioso só acontece para atrair a parceira para o acasalamento e durante a construção do ninho. Os cantos duram de dez a quinze minutos ao amanhecer e ao anoitecer.
O canto do uirapuru ecoa na mata virgem com um som puro e delicado, como o de uma flauta. Parece ser emitido por uma entidade divina. Quando canta o uirapuru, a floresta silencia. Todos calam para reverenciar o mestre, seduzidos pela beleza do seu trinado. Quem tiver o privilégio de ouvir seu canto, jamais o esquecerá, dizem os moradores da floresta que o colocaram em várias lendas. Uma delas pode ser conhecida na página 7.
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