Polícia 'caça' motorista que matou jovem na Portinari


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A mãe de Jonathan, Hilda Souza, e o irmão Cleber mostram foto da vítima. No dia 1º deste mês, jovem morreu atropelado
A mãe de Jonathan, Hilda Souza, e o irmão Cleber mostram foto da vítima. No dia 1º deste mês, jovem morreu atropelado
As investigações que apuram a morte do desempregado Jonatas de Souza, de apenas 18 anos, continuam. Entre as diversas dúvidas a serem esclarecidas, a principal envolve o veículo envolvido no atropelamento, já que o motorista fugiu sem sequer prestar socorro.
 
A tragédia aconteceu no primeiro dia do mês, na alça de acesso da rodovia Cândido Portinari ao Jardim Guanabara. Jonatas estava de bicicleta, na companhia de um amigo, um estudante de 16 anos, quando foi colhido por um veículo e arremessado ao solo. Ele chegou a ser socorrido até a Santa Casa, mas não resistiu aos graves ferimentos e morreu.
 
Enquanto o amigo tentava tirar Jonatas da rodovia, para não ser atropelado novamente e ter chance de socorro, o motorista responsável pela morte escapou. À Polícia Rodoviária, o adolescente disse que desciam a alça de acesso, na beirada da rodovia, quando um veículo de cor escura e com os faróis apagados bateu em seu amigo. Afirmou ainda que pode ter sido uma VW Parati, mas não conseguiu anotar a placa do veículo nem confirmar o modelo.
 
Diferente do garoto, que, segundo familiares e amigos, ainda está em choque por conta da morte de Jonatas, testemunhas que passavam pelo local disseram ter visto um Toyota Corolla fugir após bater no desempregado. Uma dessas pessoas se apresentou na delegacia, contou que atropelou a bicicleta da vítima após a fatalidade e que viu o Corolla, já em alta velocidade, escapar sem ajudar o jovem. 
 
A família
Para o modelista Cleber Rodrigues dos Santos, irmão da vítima, a dor da família aumenta conforme os dias passam e o acidente segue sem pistas do condutor do carro. “Além do que estamos passando e da perda de um menino tão novo e cheio de sonhos, temos de lidar com essa covardia tão grande de ver que ele fugiu sem prestar socorro. Sei que meu irmão não voltará e foi um acidente, mas queria que o motorista tivesse consciência do que fez com nossa família e se apresentasse à polícia. Foi irresponsabilidade demais”, disse.
 
A desempregada Hilda Rodrigues, de 62 anos, falou sobre a dor de perder seu filho, adotado por ela quando tinha apenas 4 meses. “Já são duas semanas de tristeza. Tento não pensar tanto no que aconteceu. Não sei nem o que poderia falar para quem fez isso. Só quero justiça e uma resposta”, afirmou, em meio às lágrimas.
 
Quem tiver informações sobre o veículo que atropelou e matou Jonatas pode denunciar anonimamente no 197 ou se dirigir ao 2º DP, no Jardim Guanabara. O caso, registrado como homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e fuga de local de acidente, segue sob apuração.
 

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