Morreu às 11h40 do dia 10 de agosto, no Hospital do Câncer de São Paulo, a senhora Cilene Barbosa Ribeiro. Tinha 68 anos. Em janeiro deste ano, submeteu-se a cirurgia de bexiga no Hospital das Clínicas de São Paulo. Exames diagnosticaram câncer, mas o resultado do exame não chegou ao conhecimento da família. ’Minha irmã e seu filho, certos de que os problemas físicos que a apenavam tinham sido resolvidos, viajaram após sua convalescência até Aparecida do Norte, para agradecerem à santa de sua devoção, Nossa Senhora Aparecida, e pediram consolidação de sua saúde. Ela esteve bem até meados no mês passado. De repente, o recrudescimento da doença. Falei com seu filho e ele decidiu por levá-la novamente a São Paulo. Permaneceu 17 dias internada. Infelizmente não suportou o agravamento de seu caso, e nos deixou’, disse sua irmã Lázara.
Era filha de Francisco Barbosa de Faria e Antônia Lourdes Barbosa. Teve oito irmãos (José, Valdemar, falecido; Maria Aparecida, a Cidinha, falecida; Alice, falecida; Silvia Dárcio, Cirley e Lázara). Estava viúva de Wilson José Ribeiro, que faleceu há 30 anos. Do enlace, dois filhos (o professor universitário Rodrigo, casado com Santiana, residentes em São Paulo; e a professora de educação física Geisa, casada com Silas, residentes em Sorocaba), e duas netas, Leonora e Lorena.
No início da vida de casamento, Cilene e os filhos acompanharam o marido e pai a empregos em usinas de açúcar e álcool localizadas em Jaboticabal e Santa Rosa de Viterbo. Em Santa Rosa, Wilson morreria. Viúva, Cilene voltou a Franca com os filhos e se dedicou completamente à sua profissão de costureira, impondo-se jornadas muito longas, para formar os filhos. ’Trabalhava duro, até altas horas, para fazer frente às encomendas que seleta e fiel clientela lhe entregava. O resultado de sua luta, dedicou aos filhos, e foi exemplar em tudo o que fez’, disse a irmã.
Independente, Cilene morava sozinha. ’Aposentou-se como costureira. O que recebia, somava à pensão deixada pelo marido, e vivia com dignidade. Além da costura — que não deixou nunca, trabalhando até dois dias antes da internação em São Paulo — ela, sua alegria e bom caráter, a tornaram uma excelente Voluntária da Saúde do Hospital do Câncer de Franca. Nas quartas-feiras de todo esse tempo, jamais deixou de estar no HC. Há muitas formas de fazer ’leite queimado’, mas o dela será, para sempre inesquecível em quem provou. Estimulada por ela, também me tornei voluntária há 3,5 anos. Neste tempo, convivemos ainda mais. Aprendi muito com minha irmã, especialmente com sua forma carinhosa de cuidar de pacientes. Triste, porém, foi perdê-la para o câncer, logo ela, que deu força e ajuda a tantos apenados pela doença, para ultrapassarem dores e sofrimento’, disse Lázara.
Religiosa, Cirlene não perdia oportunidades para assistir missas celebradas por padre Marcelo e Robson, e então, reunia-se a amigas e viajava. Há muitos anos, foi a Tambaú para ver padre Donizeti Tavares de Lima. Dele, ganhou frasco de água benta, e nunca se esqueceu da feliz oportunidade.
Seu corpo foi trasladado a Franca e aqui, sepultado dia 11, no Cemitério Santo Agostinho, com serviços da Funerária Nova Franca. Hoje,19 horas, será celebrada missa de Sétima Dia por intenção de sua alma. na Igreja São Judas Tadeu.
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