Os franceses parecem não ter aceitado muito bem a derrota para o Brasil no salto com vara.
Primeiro foi o atleta Renaud Lavillenie, que ficou com a prata nos Jogos Rio 2016, quem criticou o Brasil. Assim que a disputa foi encerrada, ele declarou à imprensa: "Em 1936, o público estava contra Jesse Owens. Não víamos algo assim desde então. Temos que lidar com isso". A declaração comparava as vaias do alemães na ocasião do regime nazista contra o atleta negro norte-americano Owens com as vaias da torcida brasileira direcionadas a todos os rivais de Thiago Braz.
Na coletiva de imprensa, já mais calmo, Renaud mudou o tom das críticas, mas manteve a opinião de que as vaias brasileiras eram um desrespeito. "É a primeira vez que vejo esse tipo de público. Eu já competi em muitos, muitos campeonatos, em muitos países e é a primeira vez que todo mundo está não só contra mim, mas contra todos os saltadores, exceto o brasileiro. Isso (as vaias) são para o futebol, não pro atletismo. Não há respeito. Não há fair play. É uma vergonha! Se não temos respeito nas Olimpíadas, onde vamos ter? Foi uma péssima imagem para as Olimpíadas. Eu não fiz nada para os brasileiros. Estou muito, muito triste e desapontado com o público brasileiro que estava no estádio hoje", afirmou o francês.
A pior declaração, no entanto, partiu do técnico de Renaud. Ao jornal francês Le Monde, Phillippe d'Encausse sugeriu que a medalha do brasileiro não foi conquistada por mérito do atleta. "Thiago conseguiu um salto de 6,03m. Ele pode ter contado com a ajuda de forças místicas, talvez as do candomblé", disse o técnico francês. Phillippe ainda definiu o Brasil como um "país bizarro".
"Não é candomblé. É outra seita. A seita que dói menos", "Agora eu sei pq da tanta treta na minha vida... É a força do Candomblé....", "Agora a culpa é do candomblé, depois não sabem porque a França é alvo do terrorismo no mundo, intolerância...", comentaram alguns internautas brasileiros.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.