Funcionários da Carmen Steffens voltam a protestar


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Funcionários da Carmen Steffens voltaram a protestar contra ‘não’ do Sindicato dos Sapateiros, na manhã dessa segunda-feira
Funcionários da Carmen Steffens voltaram a protestar contra ‘não’ do Sindicato dos Sapateiros, na manhã dessa segunda-feira
A rua Padre Anchieta mais uma vez foi tomada, na manhã de ontem, por funcionários e prestadores de serviço da Carmen Steffens. Favoráveis ao acordo proposto pela empresa ao Sindicato dos Sapateiros de Franca - reduzir a carga horária e os salários para evitar a demissão de 200 pessoas -, os trabalhadores voltaram a protestar na porta da entidade que representa a categoria para cobrar uma votação sobre o assunto, além de um posicionamento do presidente Sebastião Ronaldo de Oliveira.
 
Esta foi a segunda vez, em dez dias, que centenas de funcionários tomaram as ruas em frente à sede do Sindicato. O trecho teve de ser interditado para evitar acidentes. Com cartazes e em coro, os trabalhadores pediram a presença do representante do Sindicato, que não saiu para atendê-los. Revoltados, alguns trabalhadores chegaram a atirar ovos em direção à sede da entidade.
 
“Esse Sindicato não respeita a opinião do trabalhador e não nos representa. Queremos uma votação para mostrar que estamos aqui por nossa vontade, não queremos as demissões e concordamos com o que foi proposto pela empresa, mas esse presidente é intransigente e não aceita o que queremos”, disse o sapateiro Matheus Machado e Machado.
 
Inicialmente, segundo Sebastião Ronaldo, não existe previsão para que uma nova reunião aconteça. “Após o pedido dos trabalhadores, no dia 5, resolvemos retomar as negociações, mas está fora de cogitação para o Sindicato aceitar a redução de salários. Oferecemos opções e, já na semana passada, voltamos a nos reunir e aguardávamos a nova oferta da empresa para decidir. Porém, hoje (ontem) fomos surpreendidos com essa nova manifestação”, afirmou o sindicalista. 
 
O presidente ainda voltou a afirmar que acredita que a empresa esteja coagindo os funcionários a pressionar o Sindicato para que a proposta seja aceita. “A empresa não está em crise, está crescendo e aumentou a produção antes para, agora, conseguir diminuir os salários e, em um futuro próximo, poder demiti-los. Não aceitamos nem aceitaremos esse tipo de oferta”, completou.
 
Comunicado
No último domingo, a empresa Carmen Steffens publicou no Comércio um longo comunicado sobre o caso. Em seu posicionamento, afirma que diante da situação econômica, e para manter o trabalho de todos os funcionários e evitar demissões, propôs a redução de jornada e, proporcionalmente, dos salários. O valor deveria ser deduzido em 12 vezes, “pesando” assim “menos” no bolso dos trabalhadores. Mas, mesmo após algumas reuniões, inclusive intermediadas pelo Ministério do Trabalho, não houve acordo. 
 
Na nota, a empresa afirma ainda que não é a responsável pelas manifestações. “A empresa não cometeu qualquer irregularidade, não coagiu qualquer pessoa a qualquer situação, e tal calúnia, além de injúrias e difamação sofridas, serão adotas as medidas legais e penais cabíveis.”
 
 

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