Jovem relata drama de gravidez ectópica após pílula do dia seguinte


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Gigi é formada em Letras pelas USP, trabalha como Experience Analyst e mora em São Paulo
Gigi é formada em Letras pelas USP, trabalha como Experience Analyst e mora em São Paulo

Uma jovem de 33 anos faz um desabafo sobre o uso da pílula do dia seguinte. Além de não ter evitado a gestação, a pílula culminou na chamada gravidez ectópica, que acontece nas trompas.

Gigi é formada em Letras pelas USP, trabalha como Experience Analyst e mora em São Paulo. Somente agora ela consegue relatar o drama vivido em 2015. Na ocasião, ela morava na Irlanda há 4 anos e se preparava para voltar ao Brasil. Gigi conheceu um estrangeiro e o casal fez sexo sem preservativo.

A brasileira acreditou que bastaria tomar uma pílula do dia seguinte para evitar a gravidez. No entanto, Gigi percebeu que o medicamento não havia funcionado. "Conheço meu corpo: naquele mesmo dia senti que algo estava diferente dentro de mim. Mas só viria a saber mesmo o que era umas duas semanas depois quando, faltando 5 dias pro meu voo de volta pro Brasil, fiz um teste, e quase nem conseguia segurar ao ver o resultado: A pílula não tinha funcionado", contou ela ao site da revista Glamour.

A brasileira optou por continuar a gravidez. Gigi sentia dores e sofria com sangramentos, mas somente ao fazer o primeiro ultrassom descobriu o que havia de errado. "No dia do primeiro ultrassom, enquanto ouvíamos os batimentos cardíacos do bebê e minha irmã e mãe choravam de emoção, veio a notícia: a médica olhou com aquela cara estranha, e eu senti ali que tinha um problema. Ela desligou o som dos batimentos cardíacos e disse 'está fora do útero'. E eu 'como põe pra dentro?'. Ela ficou sem graça de me dizer diretamente, dava pra ver no rosto dela: 'você vai tomar um remedinho ou fazer uma cirurgia'. Ela não teve coragem de dizer. E eu entendi que o remedinho ou a cirurgia era pra por pra dentro do útero. Mas não era: era pra tirar, ou tirar perdendo trompa e tudo mais", contou Gigi.

A jovem passou por uma cirurgia de emergência e além de perder o bebê, perdeu uma das trompas. "Hoje estou curada, passou, tá tudo bem, e agora tive forças pra falar no assunto. Mas quantas amigas vão passar por isso e outras coisas piores até que a verdade sobre pílula do dia seguinte seja espalhada?", questiona Gigi.

"Eu jamais em hipótese alguma teria tomado a pílula do dia seguinte se soubesse deste risco. Eu não me importo de correr riscos mas quando corro riscos, eu o faço por saber os riscos que estou correndo, mas não foi assim com a pílula do dia seguinte. Eu sempre tomei a pílula do dia seguinte, sem nunca achar que poderia me causar este dano. Eu sabia que a pílula poderia não funcionar e eu poderia engravidar. Essa informação eles passam para a gente, e eu estava ok com este risco. Agora que eu poderia engravidar NAS TROMPAS e MORRER, ou com sorte, PERDER BEBE E TROMPAS, really??? Não, eu jamais teria tomado. Minha vida é muito importante pra mim", desabafa Gigi.

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