Rapinagem chegou aos palácios do poder


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A passagem do Partido dos Trabalhadores pela Presidência da República foi arrasadora para os cofres públicos. O partido, durante os mandatos de Luís Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff, nos últimos 15 anos, criou um esquema de desvio de verbas de estatais, ministérios e autarquias para irrigar o cofre não apenas da legenda, mas também dos aliados. A investigação da Lava Jato — operação que começou em um posto de gasolina para apurar a lavagem de dinheiro por doleiros e hoje chega ao núcleo do poder, envolvendo Lula, Dilma, familiares e auxiliares próximos — já deixou claro que houve uma verdadeira rapinagem no dinheiro do contribuinte. Agora, o TCU (Tribunal de Contas da União) descobriu que o mesmo foi feito nos Palácios de Brasília (Planalto, Alvorada e Granja do Torto): milhares de itens pertencentes ao patrimônio da Presidência da República foram levados por Lula e Dilma, como se particulares fossem.
 
A investigação deixa claro que o PT no poder tratou como se o patrimônio público fosse privado, pertencente àqueles que foram eleitos para trabalhar pelo crescimento do País e só se preocuparam com a evolução de seu próprio patrimônio e dos familiares e amigos. O TCU descobriu que 4.500 itens estão sumidos. Ninguém sabe se foram surrupiados ou simplesmente extraviados. Entre os objetos estão obras de arte, utensílios domésticos, peças de decoração, material de escritório, computadores e até a faixa presidencial. A lei determina que os presentes trocados entre chefes de Estado sejam incorporados ao patrimônio da União. 
 
Lula e Dilma, segundo os técnicos, desrespeitaram a regra. Entre 2003 e 2010, Lula recebeu 568 presentes. Pelos registros, deixou no Planalto só nove deles. Já Dilma recebeu 163 presentes. Apenas seis foram incorporados ao patrimônio público. Entre os objetos extraviados, há computadores, equipamentos de segurança, peças da coleção de prataria palaciana, tapetes persas, porcelana chinesa e pinturas de artistas brasileiros, sendo que alguns deles já estavam incorporados ao patrimônio da Presidência e não poderiam ser levados de jeito nenhum. O prejuízo estimado chega a R$ 5,8 milhões. O TCU sugere ampliar o sistema de fiscalização para impedir que futuros presidentes levem bens que deveriam ser públicos. Além disso, deve-se cobrar de Lula e Dilma a devolução de tudo o que foi levado dos palácios. O sumiço mostra claramente que ambos sempre se acharam acima da lei, mas agora estão enfrentando as consequências de uma atuação danosa para a economia brasileira e para o desenvolvimento brasileiro.
 
 
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