Morreu o jardineiro Adelino de Souza


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Adelino de Souza foi sepultado dia 9, no Cemitério da Saudade
Adelino de Souza foi sepultado dia 9, no Cemitério da Saudade
Morreu às 6 horas do dia 9, em sua residência, Adelino de Souza. Tinha 102 anos. A idade não lhe pesava ‘Papai estava lúcido, tranquilo e forte, como sempre esteve. Conviveu com câncer de pele mas se dedicou ao tratamento com a determinação que o caracterizou por toda a sua vida. Morava no Jardim Francano e nós, da família, sempre nos revezamos em estar com ele, fazendo companhia e aprendendo, sempre, com sua sabedoria. No dia da morte, meu irmão Paulo Brás é que estava com ele. Contou-nos que papai estava em paz, apoiado em sua fé na ressurreição. Suspirou longamente por duas vezes e dormiu’... disse a filha Rita Maria.
 
Era filho dos imigrantes portugueses Antônio de Souza e Thereza dos Santos Souza, que aportaram no Brasil por volta de 1913, afas-tando-se do continente europeu que se lançava à guerra. Teve cinco irmãos, José, Manoel, Joaquim, Maria de Lourdes e Antônio. 
 
Em pequeno sítio loca-lizado na região da Fazenda Boa Sorte, em Restinga (SP), adquirido com economias da família, dedicaram-se à lavoura. Adelino conheceu e se casou com Sebastiana Pereira de Souza —ficou viúvo dela há 19 anos, depois de 57 anos de enlace. Tiveram nove filhos (Antônio, falecido; José Alberto, casado com Aparecida; Joaquim, casado com Maria das Graças; Maria Tereza, casada com Otto G. Cintra; Paulo Brás, casado com Jussara; Rita Maria, casada com José João; Maria do Carmo, casada com Antônio Teodoro; Maria do Rosário, casada com Dejanir da Silva; e Maria Regina, falecida), 25 netos, 28 bisnetos e dois tataranetos, Isadora e Murilo.
 
A família permaneceu na lida rural até a morte do pai. Adelino construiu casa no Jardim Francano, em Franca, e se mudou para a cidade após ser empregado pelo Colégio ‘Jesus Maria José’ como zelador chácara da 
instituição, segundo contou Rita Maria. Depois, por indicação, foi trabalhar no DEMA, (Departamento de Meio Ambiente da Secretaria da Agricultura), sede nas proximidades do Parque Fernando Costa. Dali, empregou-se na Casa da Lavoura, onde atuou até aposentar-se, há 40 anos.
 
Incansável, passou a prestar serviços de manutenção de jardins em residências e empresas. ‘Papai nunca parou. Seus e-xemplos de absoluta dedicação ao trabalho e sua fé em Deus foram as principais heranças que nos deixou’, disse a filha.
 
‘Viveu sua vida com felicidade e alegria. Entendia os problemas como provações propostas por Deus, e sua fé lhe garantia que o Pai Eterno propõe dificuldades só para nos fazer crescer. Esse seu jeito de ser sempre nos encantou, e encantou todos que com ele conviveram. Era amoroso, companheiro, amigo, simples e sábio’, disse, emocionada, Rita Maria.
 
Velório aconteceu no São Vicente de Paulo. Sepultamento, com serviços da Funerária Nova Franca, foi realizado dia 9, 16h30 horas, no Cemitério da Saudade. ‘Acompanhamos papai até sua última morada com a certeza absoluta que ele já estava perto de Deus, sua fortaleza. Temos certeza que um dia nos reencontramos’, concluiu a filha. 

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