A detenta Geciliane Cristina Mota de Oliveira, de apenas 21 anos, morreu devido às complicações causadas pela gripe H1N1. Sua morte e diagnóstico foram confirmados ontem pela Secretaria de Municipal Saúde e pela Santa Casa de Franca, onde ela permaneceu internada em estado gravíssimo desde o começo deste mês até o dia 9, última terça-feira.
O exame que constatou a H1N1, feito em Ribeirão Preto, chegou na última quinta-feira às mãos do secretário municipal de Saúde, José Conrado Netto. Foi solicitado após Geciliane ser acometida por uma gripe que, depois, tornou-se uma síndrome respiratória aguda. “Assim que tivemos a confirmação de que era H1N1, ligamos na Santa Casa e recebemos a notícia de sua morte, na última terça-feira. Ela já chegou muito debilitada no hospital, e teve complicações”, disse Netto.
Geciliane era natural de Santa Rosa de Viterbo (SP) e foi transferida do presídio feminino de Cajuru (SP) para Franca há pouco tempo. O motivo de sua detenção não foi divulgado.
Logo que suspeitou da doença, a direção da cadeia notificou a Secretaria de Saúde, e um médico da Vigilância Epidemiológica, da Prefeitura de Franca, manteve contato com o outro profissional que mantém atendimento permanente no local para, em seguida, buscar a internação da vítima.
Segundo a Secretaria de Saúde, ela estava grávida de 30 semanas quando precisou ser levada, já em estado grave, até a Santa Casa, por conta de uma insuficiência respiratória aguda.
Os médicos que atenderam a paciente optaram por um parto de emergência e sua bebê nasceu sem complicações. De acordo com a assessoria de comunicação do hospital, a criança permanece internada. Não há previsão de alta, mas está bem e não tem H1N1.
Já a mãe, após cinco dias internada no CTI (Centro de Terapia Intensiva), não resistiu à doença e morreu na última terça-feira, por volta de 17h15.
Surto na cadeia
Ainda de acordo com o secretário de Saúde, um médico da Prefeitura que ia ao presídio quinzenalmente, passou a atender todas as semanas desde o início de agosto. No final de semana passado, por exemplo, uma visita técnica de imunização aconteceu devido a um surto de gripe que está deixando diversas detentas doentes.
Netto afirmou que, das 99 presas avaliadas, 64 tomaram vacina contra a gripe. As outras 35, que apresentavam sintomas da doença, também tomaram o remédio Tamiflu, um antiviral que tem o intuito de interromper o processo de infecção do vírus.
“Todos os funcionários da Cadeia do Jardim Guanabara foram imunizados, assim como os policiais militares que acompanharam a Geciliane até a Santa Casa, durante sua escolta”, disse.
Na cadeia, conforme relato de Netto, não há nenhuma detenta isolada ou com complicação, pois estão recebendo tratamento. “Estamos de olho se alguma apresenta insuficiência respiratória para, a partir disso, ser submetida ao exame específico. Acompanharemos esse ‘surto’ de perto.”
Cuidados
Para prevenir a H1N1, o secretário de Saúde atentou para a higiene. “Ao tossir ou espirrar, a prioridade é cobrir o nariz e a boca com lenço. Lavar as mãos com água e sabão depois disso também é necessário”, disse Conrado Netto.
Outra forma de evitar a doença é evitar aglomerações, segundo Netto. “Locais pouco arejados e úmidos também contribuem para que aconteça um surto da doença. É preciso manter os ambientes bem ventilados e, acima de tudo, evitar contato próximo a pessoas que apresentem os sintomas da H1N1.”
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