Paternidade divina


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Moisés, ao seu tempo, precisou mostrar-nos um Deus severo, ‘dono’ dos seus filhos, e que pareceu dar atenção preferencial a determinado povo. 
 
Mais tarde, porém, veio Jesus, o Cristo, para revelar-nos a força amorosa do Pai do qual somos todos filhos, independentemente de raça ou de  convicções. Ele deixou claro: ‘Nenhuma das ovelhas que meu Pai me confiou se perderá.’
 
Paternidade Divina e seu corolário fundamental na Lei de Amor constituíram foco principal nos ensinamentos do Mestre, resultando-nos a certeza de que todo indivíduo chegará à perfeição e, por conseguinte, à felicidade efetiva, ainda que, por ora, estagie em deploráveis condições morais. 
 
Vê-se que o Mensageiro Celeste foi designado para ensinar-nos tudo quanto respeita ao caminho, à verdade e à vida, isto é, a senda da luz acima, como exemplificou na sabedoria da Parábola do Filho Pródigo.
 
Certa feita, quando os apóstolos Lhe pediram que os ensinasse a orar, tal como João Batista havia feito aos seus seguidores, Jesus ofereceu-lhes a prece dominical, que começa dizendo ‘Pai nosso que estais no céu...’, como que aproveitando para confirmar que Deus, além da paternidade, manifesta-se aos Seus filhos na expressão do Amor, que tudo compreende, perdoa, tolera, aceita, mas corrige. 
 
Onipresente e onisciente, atende as criaturas, indistintamente e onde quer que se localizem, alcançando-as por Suas Leis infinitamente sábias e justas. 
 
Todo pai amoroso educa seus filhos para fazê-los felizes, por isso, toda vez que nos afastamos das amorosas leis divinas, defrontamos com o desconforto e a infelicidade. Deus não quer que soframos, daí haver-nos concedido a liberdade, contudo, conscientizando-nos da correspondente e indissociável responsabilidade, a nos propiciar o mérito da ascensão. 
 
Não somos bonecos, nem máquinas, mas espíritos donos de si e de seu destino, que será feliz ou infeliz segundo a maneira como se conduz. 
 
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

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