Os deputados nem bem voltaram de férias e já saíram para mais 11 dias de folga. Entre quinta (11) e a segunda (22), a Câmara ficará parada. O recém-eleito presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), havia afirmado que iria convocar três sessões semanais de votação em agosto, mas acabou voltando atrás.
O argumento é o de que os parlamentares estarão ocupados participando em suas cidades do início da campanha às prefeituras e Câmaras municipais. Na terça (16), começa o período eleitoral.
Apesar do discurso da necessidade de fazer a Câmara funcionar, desde o início do mês somente um projeto foi aprovado -o texto principal da proposta de renegociação das dívidas dos Estados, mas ainda falta a votação dos chamados "destaques", emendas que podem alterar o projeto.
A próxima semana não será a única de folga. Conforme calendário discutido pelos líderes, a Câmara terá seis dias de votação em plenário -22, 23, 29 e 30 de agosto, e 12 e 13 de setembro- antes das eleições.
Apesar de também estarem concentrados nas disputas municipais, os senadores devem movimentar os corredores da Casa pelo menos nos primeiros dias da semana que vem. Apesar disso, ainda assim, alguns são céticos quanto à aprovação de projetos.
Nesta quarta (10), o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou que o Senado tentará votar o projeto que trata da DRU (Desvinculação de Receitas da União) em plenário.
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