Decisão negativa e danosa para todos


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Quando um administrador público não demonstra qualquer interesse pelos percalços da população que lhe deu o mandato, cria situações onde os que mais dependem das decisões e dos serviços públicos são tremendamente prejudicados. No Brasil, os exemplos abundam e os casos de corrupção hoje investigados deixam claro que muitos atuam em favor de seus próprios bolsos, beneficiando doadores de campanha e pagadores de propina utilizando dinheiro desviado dos cofres públicos. Um presidente ou um governador não pode administrar só para aqueles que os elegeram e muito menos para quem lhes financiou a campanha eleitoral. O mesmo se pode dizer de um prefeito, como o francano Alexandre Ferreira (PSDB), que se notabilizou em fechar um acordo na surdina com a Empresa São José, é investigado por encabeçar um esquema para conseguir licenças ambientais ilegais para os curtumes e tentou vetar um projeto aprovado pela Câmara de Vereadores obrigando as agências bancárias da cidade a aumentar a segurança para seus usuários.
 
O chefe do Executivo francano ainda foi capaz, segundo o MP-SP (Ministério Público de São Paulo), de simular um estado de emergência que lhe permitisse contratar, sem licitação, o ICV (Instituto Ciências da Vida) para gerenciar o atendimento nos Prontos-socorros Infantil e “Dr. Álvaro Azzuz’, que trouxe uma quadrilha de falsos médicos para atenderem a população, os quais recebiam por plantões médicos inexistentes.
 
Agora, os francanos sofrem o reflexo do acordo fechado em 2013, o qual permitiu que a Empresa São José tivesse uma série de multas canceladas e vários pontos do contrato assinado com a Prefeitura modificados. Na ocasião, ao contrário do que previa o documento original, Alexandre Ferreira permitiu que a São José dispensasse a presença do cobrador nos coletivos que rodam a cidade. Hoje, a medida tem criado uma série de problemas, sendo os principais deles atrasos no percurso dos coletivos, já que o motorista tem que assumir funções que eram dos cobradores.
 
Outro problema é o aumento dos atritos entre usuários e motoristas, que tiveram o trabalho aumentado sem qualquer compensação. Embora tenha um dos serviços mais caros do País, a São José busca lucrar com a solução, num claro desrespeito não apenas àqueles que dependem do transporte público, mas principalmente aos seus motoristas que estão sobrecarregados e expostos a um estresse que poderia ser evitado. É mais um reflexo de uma decisão monocrática do prefeito que, para felicidade da população francana, na pior das hipóteses despede-se do seu mandato no final do ano para não mais voltar a prejudicar toda uma comunidade.
 
 
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