O dia especialmente marcado no calendário para celebrar o folclore é 22 de agosto. Na prática, durante todo o mês o assunto é lembrado nas escolas e muitas festas populares acontecem nele. Foi assim que no último sábado, e repetindo o que vem acontecendo há muitos anos, Franca sediou as Cavalhadas.
Esta festa de origem portuguesa acontece em dezenas de cidades brasileiras e lembra a luta de Cristãos e Mouros durante o período das Cruzadas. Séculos atrás, os mouros haviam conquistado muitos territórios cristãos e os cristãos lutaram ferozmente para recuperar os espaços perdidos.
A festa mostra batalhas, tem jogos, aparece até uma princesa moura. Mouros eram os árabes muçulmanos, palavra que hoje vem sendo substituída por islâmicos. Na religião islâmica, Deus se chama Alá e seu maior profeta é Maomé. As Cavalhadas constituem uma das festas mais importantes e bonitas do folclore brasileiro.
Você conhece a origem da palavra “Folclore”? Saiba que ela é composta por duas outras palavras de origem alemã: “folk”, que significa “povo” e “lore”, que significa “conhecimento”.
Portanto, estamos no terreno da sabedoria popular, diferente da sabedoria erudita encontrada nos livros. Várias coisas podem ser entendidas como parte do folclore. Representações ao ar livre como as Cavalhadas Músicas, como as cantigas de roda. Histórias como as do Boto. Personagens como Saci Pererê. Também brincadeiras iguais à amarelinha; adivinhações do tipo “O que é/ o que é?”; comidas típicas; trajes regionais; simpatias juninas; remédios caseiros. Cada região do Brasil tem suas próprias características; seu jeito de trabalhar, de ser, de viver; seus gostos; sua música, suas comemorações; tudo o que os moradores consideram importante, enfim.
Remédios caseiros
Os remédios caseiros são uma forma curiosa de preservar a cultura de um povo. De mães para filhas, há várias gerações, são preparadas receitas de chás, garrafadas, xaropes, remédios para diarreia, sinusite, verrugas, dor de cabeça etc, com ingredientes vegetais colhidos nas florestas, campos ou quintais, e conhecidas desde os avós dos avós.
Histórias pelo Brasil
As histórias orais que circulam em todas as regiões brasileiras trazem muitas influências dos índios, primeiros habitantes da terra, dos negros escravizados pelos brancos e dos próprios portugueses. Estes nos legaram as Cruzadas, a festa da qual falamos no início do texto, mas também o Lobisomem, lenda que já existia na Europa por ocasião do descobrimento do Brasil. A Iara, ou Mãe-d’Água, nos chegou pelos tupis que habitavam as áreas ribeirinhas. O Curupira, protetor das matas, surgiu entre os tapuias que moravam dentro da floresta. O Negrinho do Pastoreio, pertencente ao folclore gaúcho, tem elementos africanos.
Danças típicas
Como danças algumas resistem desde a época do descobrimento, como as quadrilhas das festas de Santo Antônio, São João e São Pedro. Têm também a catira, o carimbó, o bumba-meu-boi, o maculelê- todas belas e diferentes no ritmo e na coreografia.
Comidinhas!!
Comidas típicas temos centenas no cardápio folclórico. Vamos destacar no norte o Pato ao Tucupi; no nordeste, o Acarajé; no centro-oeste o Arroz com pequi; no sudeste, a Feijoada; no Sul, o Churrasco. Se fôssemos listar todas, esta página seria insuficiente. São todos pratos brasileiríssimos.
Brincadeiras!
Das brincadeiras apreciadas pelas crianças, além da Amarelinha já citada podemos destacar a Cabra Cega, o Passa Anel, A Carniça, o Pau-de-sebo, a Barra-manteiga e muitas outras.
Simpatias...
Não poderíamos deixar de mencionar, além das danças, brincadeiras, personagens, lendas, remédios e comidas, as “simpatias”. Sempre engraçadas, têm por objetivo resolver uma situação desagradável ou fazer um pedido. Por exemplo: quando uma visita não vai embora de nossa casa, é só colocar uma vassoura atrás da porta que logo ela resolve partir.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.