A tarde de quarta-feira, 10, ficou marcada por uma confusão em uma escola do Jardim Guanabara. Uma briga entre alunos teve interferência do pai de um deles, um policial militar aposentado, de 56 anos, e o irmão do outro, um professor de educação física, de 29 anos. Eles trocaram agressões e o policial reformado sacou uma arma calibre 380 para evitar que o filho e ele continuassem apanhando.
Segundo o policial aposentado, o filho de 14 anos foi agredido por outros alunos por causa de uma estudante da mesma escola, que teria um envolvimento com um amigo da vítima, após dispensar outro garoto. “Eu estava no carro, esperando meu filho, quando vi os meninos juntarem em cima dele. Fui até lá para tirá-los e começou a confusão. Veio para me agredir e tentei me defender”, contou.
Vários alunos, ao verem a cena, teriam partido para cima do ex-PM. Funcionários da escola foram até o tumulto e levaram pai e filho para dentro da escola. Mas eles não contavam que um dos estudantes envolvidos na briga ligasse para seu irmão, um professor de educação física, que foi até lá para saber o que estava acontecendo e pulou o muro para chegar aos rivais. “Quando tentei conversar, ele quebrou um cabo de madeira e me acertou. Quando eu revidei, o policial sacou uma arma. Justo alguém que deveria prezar pela vida e lei fez algo assim. É um absurdo”, disse.
Uma briga generalizada tomou conta da escola e a Polícia Militar foi acionada. Todos os envolvidos foram conduzidos ao 2º Distrito Policial, onde prestaram depoimento. Ao delegado Alan Bazalha Lopes, o policial reformado, também ferido, confirmou as agressões e que sacou a arma, mas que em nenhum momento puxou o gatilho. Disse que foi para dispersar e que tem autorização para portar arma. Todos foram liberados e o caso seguirá sob investigação.
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