Professora é presa por matar filha e esconder por 5 anos


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Professora de 37 anos foi presa em Goiânia, Goiás
Professora de 37 anos foi presa em Goiânia, Goiás

Uma professora de 37 anos foi presa em Goiânia, Goiás, suspeita de matar a filha recém-nascida e esconder o corpo em um armário por 5 anos.

O corpo da criança foi descoberto na terça-feira, dia 9, quando o ex-marido da professora foi até o prédio em que o casal morou no passado para buscar seus pertences, uma vez que o imóvel foi colocado à venda. "Ela e o marido dela na época [do crime] estavam separados desde outubro do ano passado [2015], quando ele descobriu uma outra traição. Eles moravam em casas separadas, e o apartamento estava vazio. Quando ele foi lá para buscar algumas coisas, pois o imóvel seria vendido, achou essa caixa toda lacrada. Quando ele abriu, sentiu o cheiro forte e acionou a polícia", contou a delegada Ana Cláudia Stoffel ao site G1.

A professora foi presa por ocultação de cadáver e confessou o crime. "Em depoimento, ela disse que não conseguiu se desfazer da filha, que mantendo ela lá, era como se a menina estivesse sempre com ela. Mas temos indícios de que ela nunca quis essa gravidez, porque não teve acompanhamento médico, ela não fez enxoval", continuou a delegada. Para a polícia, o crime foi premeditado, uma vez que a autora nunca se planejou para criar a criança, fazendo pré-natal ou preparando o enxoval.

"A mãe confessou que, desesperada, com medo que o marido descobrisse a traição, porque ele já tinha feito vasectomia, e sem jeito de levar a criança para casa, asfixiou a menina e guardou o corpo dentro do guarda-roupa dela por 20 dias", explica Stoffel. Com receio de que o cheiro do corpo fosse notado, a professora o retirou do guarda-roupa e levou para um armário que fica no subsolo do prédio, no qual os moradores podem deixar seus pertences. Foi justamente neste armário, na terça-feira, 9, que o ex-marido encontrou o corpo.

Em seu depoimento, a mulher chorou e alegou estar arrependida. Ela diz ainda que o ex-marido tinha conhecimento da gravidez, mas evitou dar detalhes sobre isso. A professora admitiu que a criança era fruto de um relacionamento extraconjugal e que o ex-marido não poderia ser o pai uma vez que passou por vasectomia. Ela responderá por homicídio qualificado e a investigação deve apurar se mais alguém tinha conhecimento ou ajudou a professora a cometer o crime.

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