Morreu às 17h30 do dia 6, sábado, na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital do Coração da Santa Casa de Misericórdia de Franca, o respeitado pastor Paulo Portes dos Reis, da igreja Evangelho Quadrangular de Franca. Tinha 79 anos.
Há um ano, foi diagnostica com problemas renais graves, e iniciou diálise. Há três meses, foi atingido por grave infecção. Uma pneumonia o apenou mais. ‘Ele deixou de se alimentar e já não tinha forças para andar. Na Santa Casa, soubemos da gravidade do quadro. Enviado ao Hospital do Coração e cuidado por especialistas, ainda assim seu organismo não se recuperou. Sábado, perdemos nosso Paulo, ele que viveu por sua família e pela igreja que ajudou a erguer no Brasil’, disse Doroti.
Ele a conheceu em Aquidauana (MT), ocasião em que pastoreava comunidades indígenas no Estado. Casaram-se e tiveram dois filhos, Elizabete, arquiteta, pastora como seus pais; e João Sérgio, casado com Rita de Cássia, ex-vereadora à Câmara Municipal de Franca. Com os filhos, o casal seguiu a Divinópolis (MG), São João da Boa Vista (cidade onde começou a Igreja do Evangelho Quadrangular no Brasil), Atibaia (SP). Em Franca, onde chegaram em 1971, fincaram raízes. Completaram a família, mais duas sobrinhas, assumidas como filhas do coração: Shirley Kellen, casada com Israel de Freitas; e Shirlene Kellen, casada com Michel Dupin. Dos enlaces dos filhos, tiveram cinco netos (Rafael, Leonardo, Maria Eduarda, Carlos Eduardo, Lara Fernanda).
Vieram à cidade para pastorear e superintender, a partir daqui, instalação de novas comunidades em vasta região. ‘Assumimos aqui a comunidade evangélica que os francanos chamavam de ‘tenda’, na rua Homero Alves. Substituímos com muito esforço familiar e participação de fieis, sede rudimentar por uma igreja de alvenaria, o Tabernáculo. Honra-nos saber que se deu, ali, a multiplicação que deu, a Franca, cerca de 40 templos evangélicos que a cidade hoje possui’, lembrou-se ela.
Paulo, se segunda a sexta, trabalhava representando a indústria Dominarte, de rolos de papel para embrulho. Em Franca, Doroti cuidava dos atividades da igreja. Finais de semana, Paulo se dedicava à ampliação do pastoreio e a região que tinha que superintender — de São João da Boa Vista à divisa com Minas Gerais. Encontravam tempo, ainda, para cuidar de programa de rádio que criaram e cuidaram por mais de uma década — ‘Visita ao Seu Lar’ —, apresentado na rádio Piratininga, e depois, na sucessora rádio Difusora. ‘Não tínhamos carro. Seguíamos a pé para onde era necessário ir. Paulo conquistou grande circulo de amizades com sua crença em Deus, sorriso fácil, companheirismo com que se podia contar. Não havia quem não ficasse feliz ao lado dele. Sua credencial de pastor tinha o número 43, assim registrados os chamados patriarcas da igreja do Evangelho Quadrangular no Brasil, Hoje, somos mais de 60 mil pastores’, disse Doroti.
‘Foi companheiro, respeitador, íntegro, bondoso, divertido. Nas convenções da igreja era fácil localizá-lo. Era só verificar onde estava a maior aglomeração de pessoas em torno de alguém. Esse alguém, era ele. Fez milhares de casamentos. Viveu e nos ensinou a viver para Deus. Centenas de coroas, dezenas e dezenas de pastores, mensagens da direção nacional, estadual e internacional da igreja, chegaram a nós. A transmissão do velório pela internet, oferecida pela Funerária Nova Franca, proporcionou à irmã dele, Jupira, que reside em Ohio, nos Estados Unidos, emocionar-se com o carinho demonstrado por seu irmão’, concluiu sua viúva. Sepultamento foi realizado no domingo, dia 7, 9 horas, no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras.
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