Franca completa na próxima terça-feira dois meses sem chuva. Desde o dia 8 de junho, quando foram registrados oito milímetros de precipitação, não choveu nada na cidade, de acordo com a Defesa Civil do Estado de São Paulo.
O tempo seco, aliado à escassez de chuvas e às altas temperaturas registradas neste inverno, tem provocado uma série de problemas, como o aumento das queimadas e a umidade relativa do ar bem abaixo do ideal.
De acordo com os dados da Defesa Civil, no mês de junho, choveu 65 milímetros em apenas cinco dias. Os outros 25 dias foram completamente secos. Em julho, a previsão era que chovesse no mínimo 22 milímetros, porém, não caiu nenhuma gota de chuva na cidade. Para o mês de agosto, a previsão é que chova 23,4 milímetros.
Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), pancadas de chuvas estão previstas até o fim desta semana, mas as temperaturas devem permanecer altas e a umidade relativa do ar muito baixa, em nível considerado “estado de atenção”.
“A previsão é que o tempo continue seco nos próximos dias e, apesar de algumas pancadas de chuvas estarem previstas, as temperaturas continuam altas e é preciso atenção para evitar problemas respiratórios, especialmente em crianças e idosos”, disse o meteorologista Franco Villela, do Inmet.
Nos últimos dias, a umidade relativa do ar em Franca não ultrapassou os 30%, índice abaixo do ideal e que motivou a divulgação de um comunicado de alerta do Inmet.
As recomendações para períodos de baixa umidade do ar são a umidificação de ambientes por meio de vaporizadores, recipientes com água ou toalhas molhadas, uso de soro fisiológico para olhos e nariz, grande consumo de água e cuidado com a exposição ao sol, evitando exercícios físicos principalmente entre as 10h e 16 horas.
A temperatura máxima nos próximos dias pode ultrapassar os 30°C.
Outro problema provocado pela falta de chuva, aliado à irresponsabilidade da população, são as queimadas. Neste ano, até o último dia 20 de julho, o número de ocorrências dessa natureza na cidade cresceu 149% em comparação com o mesmo período do ano passado: enquanto em 2015 foram 138, em 2016 foram registradas 344 queimadas.
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