Ambulantes invadem Centro de Franca e provocam transtornos


| Tempo de leitura: 2 min
Instalados em lugares estratégicos ou circulando pelas praças e pelo calçadão, eles comercializam de panelas a alimentos
Instalados em lugares estratégicos ou circulando pelas praças e pelo calçadão, eles comercializam de panelas a alimentos
Apesar da proibição da Prefeitura, o Centro de Franca foi invadido por vendedores ambulantes. Instalados em lugares estratégicos ou circulando pelas praças e pelo calçadão, eles comercializam desde comidas e frutas, até roupas e perfumes. Há ainda ambulantes com panelas, mantas e redes que transformam a calçada em vitrine e dificultam o trânsito de pedestres.
 
Parado na esquina do calçadão da rua Marechal Deodoro com a rua do Comércio, na Praça Barão, um vendedor de panelas, facas, escumadeiras e demais acessórios de cozinha fazia negócios nesta semana. Ele disse ser do Estado de Goiás e que está alojado em um posto de combustível às margens da Rodovia Cândido Portinari, com um grupo de 40 ambulantes, incluindo vendedores de colchas, mantas e redes.
 
Mais abaixo no Terminal de Ônibus Ayrton Senna, a proliferação é ainda mais nítida. Em meio aos passageiros do transporte coletivo, há vendedores de roscas, chocolates, pano de prato, queijos, amendoim e doces que circulam pelas plataformas na busca por consumidores.
 
O diretor de Fiscalização de Obras e Posturas da Prefeitura de Franca, Marciel Montalvani Barbosa, confirma que o número de ambulantes está maior na cidade, porém não tem um controle de quantos são. “É notório que aumentou, mas não temos como quantificar. Acredito que esse crescimento seja em razão da crise. Além dos moradores da cidade, há ambulantes de fora também”, disse ele.
 
Segundo Barbosa, no último quadrimestre deste ano foram feitas 27 apreensões de produtos de ambulantes, além de nove notificações e cinco multas para a retirada de mercadorias. “Fazemos rondas diárias orientativas e também autuações, mas ao mesmo tempo que a população cobra ela também hostiliza os fiscais durante as ações para apreensão”, disse. Diante do crescimento do número de ambulantes, o diretor adianta que já prepara novas ações, dessa vez com o apoio da Guarda Civil e da Polícia Militar.
 
De acordo com a Prefeitura, além da região central, as avenidas Rio Amazonas, Seringueiras, Presidente Vargas e Emílio Paludetto também têm sido ocupadas pelos ambulantes, principalmente aos finais de semana.
 
Para o empresário Caio Patrocínio, da rede de varejões Irmãos Patrocínio, a concorrência é desleal e há também a preocupação com a qualidade do produto que está sendo oferecido aos consumidores. “No caso das frutas, não há referência da origem. Os morangos, por exemplo, precisam de rótulo que ateste a procedência. O povo pode estar sendo enganado, enquanto nós comerciantes estamos sendo prejudicados, pois eles não têm despesas como energia, mão de obra e tributos”. 
 
O diretor comercial da Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca), Tarciso Botto, disse que o problema é antigo e recorrente e precisa de uma ação mais eficaz da Prefeitura. “A reclamação dos lojistas é enorme, mas a Acif não tem poder para retirar os ambulantes. Sabemos que atrapalha, sou empresário do Centro e percebo que o ambulante acaba afastando o consumidor. O que temos feito é cobrar da Prefeitura, ela precisa agir. Protocolamos vários pedidos em nome dos lojistas”.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários