Os eleitores não têm do que reclamar. Há opções para todos os gostos: veteranos com larga experiência, estreantes, homens, mulher, candidatos da esquerda, da direta, em cima do muro. Com o fim do prazo para a realização das convenções partidárias, na última sexta-feira, a briga pela Prefeitura de Franca está definida. Seis candidatos vão disputar a sucessão municipal, um a menos do que nas eleições de 2012. Estão no páreo Flávia Lancha (PMDB), Gilmar Dominici (PT), Gilson de Souza (DEM), Sidnei Rocha (PSDB), Thiago Rodrigues (Psol) e Ubiali (PSB). A campanha eleitoral começará no dia 16 e será de tiro curto, apenas 45 dias. A votação será realizada no dia 2 de outubro. Caso seja necessário o segundo turno, os eleitores voltam às urnas no dia 30.
Em quatro anos, o cenário político de Franca sofreu mudança expressiva. Os dois candidatos que disputaram o segundo turno das eleições para prefeito em 2012 estão fora da corrida pela Prefeitura este ano e devem ser meros coadjuvantes na campanha. Graciela Ambrósio (PTB), que recebeu 69 mil votos, cogitou se candidatar até a última hora, mas não conseguiu construir uma base que lhe desse sustentação e acabou desistindo. O partido se coligou com o PSB de Ubiali, mas sequer conseguiu emplacar o vice na chapa, como pretendia.
Vencedor das eleições passadas, Alexandre Ferreira (PSDB), que recebeu 95,2 mil votos há quatro anos, sonhava com a reeleição, mas foi barrado pelo próprio partido em função das confusões em que se envolveu e também por causa do elevado índice de rejeição. Foi alijado da disputa, justamente, pelo seu mentor político, Sidnei Rocha, que o massacrou nas prévias realizadas pelo PSDB no dia 30 dia de abril.
Sidnei Rocha tentará comandar a Prefeitura pela quarta vez. Administrou a cidade de 83 a 87 e de 2005 a 2012. Ele disse que o apelo popular o convenceu a se candidatar. “A população começou a me cobrar, achar que a cidade precisa de um novo gás e que eu seria capaz de dar esse ânimo. Isso veio se repetindo nos últimos meses e eu me sensibilizei. Decidi dar minha contribuição mais uma vez. Não tenho vaidade de ser prefeito. O que eu quero é ajudar”, disse ele.
O candidato tucano terá como um dos concorrentes Gilmar Dominici, que governou a cidade por dois mandatos, de 97 a 2004. Ambos são rivais históricos e devem apimentar a campanha. “Ele cumpriu o papel de destruir a minha imagem. Pretendo fazer uma campanha de alto nível com foco nas nossas propostas, mas se vier ataque vamos responder à altura”, disse .
Marco Aurélio Ubiali disputará a Prefeitura pela terceira vez. “Sou uma pessoa que acredita muito na força divina, que Deus coloca na nossa vida o caminho a ser percorrido. Tenho visto grandes demonstrações desta força de Deus na minha vida. Nada mais forte de que a força de uma ideia cujo o tempo chegou. Acho que chegou o tempo de eu ter oportunidade de governar Franca”. Veterano nas eleições municipais, Gilson de Souza também acredita que sua hora chegou. “Me preparei muito, conheço bem as dificuldades da cidade e construi uma ampla rede de relacionamento em Brasília e São Paulo, que muito poderá me ajudar na administração da cidade”. A empresária Flávia Lancha e o professor Thiago Rodrigues vão disputar uma eleição pela primeira vez. Para Flávia, os desafios de Franca são saúde, emprego, a falta de cultura da população e o transporte público. “Também pretendo fortalecer o agronegócio, e dar mais foco aos grandes expoentes francanos, calçados, café e basquete”. Thiago Rodrigues disse, em seu discurso quando oficializado seu nome como candidato, que sua falta de experiência não vai atrapalhá-lo. “Não tenho experiência de gestão, mas de rua. Queremos que Franca seja para as pessoas”.
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