Vestido novo e sorvete


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Eram felicidade no meu tempo de criança. Naquela época não tinha vestido novo a qualquer hora. Só em ocasiões especiais. E eram idealizados e costurados pela minha mãe. Lindos! Com fitinhas de veludo e cetim, rendinhas, tecidos e cores carinhosamente escolhidos. E o sorvete? Eu tinha muita dor de garganta, raramente podia degustar um gelado. Quando isso acontecia, meu pai caprichava: comprava-me um Bimbo ( espécie do Eskibon de agora ), que vinha embrulhado em um papel impermeável. Quanta saudade! Mas aí vem a gratidão lambuzando o coração. E as lembranças nele se acrisolam.

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