Pesquisa aponta que jovens de hoje fazem menos sexo


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Imagem de arquivo meramente ilustrativa
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Um estudo publicado na revista científica Archives of Sexual Behavior, nesta semana, revelou que os jovens de hoje fazem menos sexo do que as gerações anteriores.

A pesquisa foi realizada com 26.707 pessoas nos Estados Unidos. Foi constatado que 15% dos jovens entre 20 e 24 anos não tem parceiros sexuais desde os 18 anos. Na década de 1960, esse percentual era de 6%. Somente os nascidos na década de 1920 fazem menos sexo do que os jovens entre 20 e 24 anos, segundo a pesquisa.

“Os aplicativos de namoro [como Tinder ou Happn] deveriam, em teoria, ajudar essa geração a encontrar parceiros sexuais mais facilmente. Contudo, a tecnologia pode ter o efeito oposto se os jovens estão passando tanto tempo online que têm menos interações ‘ao vivo’ e, assim, não fazem sexo”, aponta Jean Twenge, professor de psicologia da Universidade Estadual de San Diego, nos Estados Unidos. Twenge é um dos autores do estudo.

A pesquisa usou dados da General Social Survey, que entrevistou jovens e adultos, realizando um levantamento anual dos hábitos e comportamentos dos norte-americanos. No estudo, as mulheres jovens estão duas vezes mais propensas do que os homens a serem sexualmente inativas. “O que provavelmente aconteceu é que há mais jovens virgens hoje do que no passado”, sugere o professor associado de psicologia da Florida Atlantic University, nos Estados Unidos, Ryne Sherman, também um dos autores do estudo.

Os pesquisadores afirmam que as explicações para a mudança são complexas. No entanto, alguns dos fatores que teriam influência são mais educação sexual, uma maior consciência sobre as doenças sexualmente transmissíveis, acesso fácil à pornografia e, talvez, diferentes definições entre as gerações do que é o sexo. Outro motivo seria que os jovens vivem mais tempo os pais hoje do que antigamente, o que prejudicaria a vida sexual, além do acesso a outros entretenimentos como videogames e serviços de streaming de filmes e séries.

“Os americanos estão incrivelmente mais permissivos ao sexo antes do casamento, mas a maior parte daqueles que nasceram nos anos 1990 estão, ainda assim, renunciando ao sexo quando são jovens”, comentam os pesquisadores. "A nova revolução sexual aparentemente deixou de fora um grande segmento da geração”, concluem.

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