Funcionários da Carmen Steffens não estão satisfeitos com o Sindicato dos Sapateiros de Franca, que resolveu não aceitar a proposta da empresa de reduzir a jornada de trabalho e, consequentemente, o salário deles e, assim, evitar a demissão de 200 trabalhadores. Revoltados, os funcionários se rebelaram contra a decisão e prometem realizar, na manhã de hoje, a partir das 10 horas, um protesto para garantir que o Sindicato volte atrás e aceite o que foi oferecido.
Na empresa há 14 anos, Fernanda Carvalho de Paula acredita que o melhor para todos é o acordo. “Sabemos da crise que assola o nosso país e vemos, a cada dia mais, as filas de pessoas em busca de um emprego aumentarem. Queremos que a proposta seja aceita, pois o Sindicato tem que acatar a nossa decisão. É muito melhor que o nosso salário diminua um pouco, mas continuemos a receber, do que entrarmos para a lista de pessoas sem emprego na cidade”, desabafou.
Segundo os funcionários, o Sindicato não respeitou a decisão deles que seria aceitar a proposta.
“O Sindicato alega que estamos sendo pressionados para aceitar a proposta da empresa, mas mesmo propondo uma votação secreta, com a qual os proprietários não saberiam quem votou a favor ou contra, o presidente (Sebastião Ronaldo de Oliveira) não aceitou. Isso demonstra claramente que não estão ouvindo a nossa opinião”, disse Luciana Ribeiro de Campos, que trabalha na linha de produção.
O mesmo foi alegado por Odair Moreira dos Santos, que está há seis anos na empresa. “Infelizmente, o Sindicato não está nos ouvindo e levando em consideração quantos chefes de família ficarão sem emprego. Vamos protestar até que sejamos ouvidos.”
Questionado sobre o posicionamento dos funcionários, Sebastião Ronaldo de Oliveira informou que acredita que a empresa esteja coagindo os funcionários para que eles pressionem o Sindicato para aceitar a proposta.
“Existe uma pressão muito grande da empresa sobre os funcionários. Hoje (ontem) recebemos muitas ligações falando sobre o assunto e que as demissões começariam, mas o Sindicato não pode aceitar a redução dos salários e a precariedade ainda maior das condições de trabalho”, disse Sebastião Ronaldo.
A reportagem do Comércio da Franca entrou em contato com a empresa, mas a pessoa indicada como a responsável por tratar do assunto não foi encontrada.
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