Morreu Elza Bovo Silva


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Elza Bovo Silva foi sepultada no Cemitério da Saudade, dia 3 de julho
Elza Bovo Silva foi sepultada no Cemitério da Saudade, dia 3 de julho

‘Foi uma mulher incansável e trabalhadora’

Morreu às 17 horas, no dia 2 de julho, durante passeio que fazia com uma de suas filhas, a senhora Elza Bovo Silva. Tinha 81 anos. Segundo sua nora, Eulália, dona Elza vivia no Lar de Leonor e, rotineiramente, recebia visita de seus familiares. Naquele dia, a filha Lúcia Helena foi visitá-la. “Como sempre, dona Elza pediu-lhe uma volta de carro. Seria mais uma de tantas e prazerosas oportunidades de estar com a filha, passeando, mas ela não se sentiu bem. Avisou a filha e ambas voltaram correndo à instituição. Lá, ela sofreu infarto. Profissionais do Samu tentaram manobras de ressuscitação, mas sem êxito. Infelizmente, a perdemos”.

Elza era natural de Igaçaba, município de Pedregulho (SP). De família de lavradores, viveu até a adolescência naquela região. A família, em busca de oportunidades melhores para os filhos, mudou-se para Franca. “Na cidade, ela foi trabalhar na ‘Cotaia’, uma empresa de tingimento de tecidos estabelecida no bairro da Estação. Conheceu e se casou com o francano Mesofante Batista. Ficou viúva dele após 20 anos”, disse Eulália.

Do enlace, seis filhos (Lúcia Helena, Neuza, casada com Maurílio Nazareth; Antônio Carlos, casado com Eulália; Marcos Antônio, Marlene, Vilma, casada com José de Jesus), sete netos (Flávia Helena, Daniela, Rodrigo, Diego, Luís Henrique, Carlos Eduardo, Érica); e quatro bisnetos (Maria Júlia, Manuela, Vitória, Gabriela).

“Além de excelente mãe e zelosa cuidadora de sua casa, Elza trabalhava até tarde com lavação de roupas. À medida que os filhos cresceram, passaram a compor a renda famíliar, atuando em indústrias de calçados. Em várias ocasiões, aceitava também serviços temporários na fábrica de chocolates Louman. Foi uma mulher incansável e batalhadora”, disse a nora.

Após anos da morte do marido, casou-se novamente, e teve, por 30 anos, a companhia de Vicente Silva. Há três anos, novamente ficou viúva. Há sete anos, vítima de AVC que a deixou com problemas de memória, Elza tornou-se mais dependente.

“Passou a ser cuidada pelos filhos. Ela morou comigo por um ano e meio. Era amorosa, tranquila. Precisava, entretanto, de cuidados mais adequados e a família decidiu-se por buscar a competência de uma entidade, escolhendo o Lar de Leonor. Lá ela viveu por quase dois anos. Foi tratada com carinho e nós passamos a dividir a responsabilidade de estar com ela e apoiá-la em todas as oportunidades permitidas”, contou Eulália.

Velório aconteceu no São Vicente de Paulo. Sepultamento, com serviços da Funerária Nova Franca, foi realizado às 10 horas do dia 3, no Cemitério da Saudade.

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