Hotéis 4 vezes mais caros tiram francanos da Olimpíada


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O educador físico Heitor Herker está com passagens compradas para o Rio; agora, procura um amigo para dividir a hospedagem
O educador físico Heitor Herker está com passagens compradas para o Rio; agora, procura um amigo para dividir a hospedagem
Embora a Olimpíada tenha despertado o interesse do francano em conferir de perto os jogos, os preços exorbitantes das hospedagens no Rio de Janeiro têm desencorajado a grande maioria. De acordo com agências de viagens consultadas, a procura pelo destino cresceu de 20% a 50%, mas poucos pacotes foram fechados. 
 
“Para se ter uma ideia, estadia de três dias em um hotel básico, que costumava ficar em R$ 800, agora chega a R$ 5 mil”, afirmou o vendedor da CVC do shopping Alisson Cássio da Silva. “Um hotel em Copacabana, por exemplo, a estadia está saindo cerca de R$ 15 mil.” Ainda de acordo com ele, o traslado também sofreu alta de preços e um trajeto que custaria, em outra época, R$ 100, hoje está cerca de R$ 250.
 
Na Nena Turismo, a situação se repete. A procura por estadia no Rio cresceu cerca de 20% para o período das Olimpíadas, mas os clientes não parecem dispostos a arcar com a grande alta dos hotéis. “A procura existe, mas poucos estão fechando pacotes”, disse o consultor de viagens da Nena Turismo Marcelo Pedro de Souza. “Hospedagem ainda é possível encontrar, mas os preços estão bem mais altos. Estadia muito simples para três dias, que antes custaria em torno de R$ 300, está saindo a R$ 1 mil. E olha que houve uma queda nos preços. Há algum tempo, estava ainda mais caro”, afirmou Marcelo.
 
Outro item que também sofreu alta foram as passagens aéreas. De acordo com a Tastur Viagens, neste mês, quando ocorre a Olimpíada, uma companhia aérea está cobrando R$ 1.202 ida e volta. “Em novembro, será R$ 662,74”, afirmou, em nota.
 
Para o educador físico Heitor Herker, um dos francanos que deseja ir aos jogos, o dinheiro para os ingressos e passagens aéreas não têm causado o mesmo impacto financeiro que a hospedagem. “Quanto aos voos, encontrei passagens até em conta. O que está faltando resolver é a questão de hospedagem, porque ou é muito longe dos jogos ou é muito caro”, afirmou. “Estou tentando encontrar um amigo que tope ir comigo para tentarmos dividir um quarto de hotel”, disse o educador, que pretender assistir aos jogos das seleções brasileiras de vôlei e basquete.
 
 

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