Vítima de estupro no Olímpico diz estar envergonhada


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Genival Ferreira Mendes
Genival Ferreira Mendes

A bombeira de 22 anos, vítima de um estupro dentro do Parque Olímpico, revelou estar envergonhada e que não quer retornar ao trabalho no mesmo local.

Na madrugada de domingo, dia 31 de julho, ela dormia na sala destinada ao descanso dos funcionários, quando o supervisor de segurança Genival Ferreira Mendes abandonou o monitoramento que deveria fazer e foi até a sala onde estava a bombeira. "Há ao lado da sala de vídeo monitoramento do velódromo do Parque Olímpico um quarto de descanso, e ele disse que eu poderia ir para lá, pois deveria estar cansada. Pensei que ele fosse ficar na sala, verificando o que acontecia no parque por meio dos monitores. Dormi e acordei com ele em cima de mim, com as mãos no meu peito, na vagina”, relatou ela ao site Uol.

“Desesperada, pedi [a Genival] para ir ao banheiro, e ele disse que eu poderia ir, mas avisou para eu voltar rápido. Saí procurando alguém que pudesse me ajudar, mas acho que ele tinha mandado os soldados da Força Nacional fazerem ronda. Felizmente por causa do som do rádio encontrei um soldado que estava sozinho descansando, e contei o que havia acontecido”, continuou a bombeira.

Após a denúncia, Genival foi preso por estupro de vulnerável, uma vez que abusou da vítima enquanto ela dormia. A bombeira diz estar envergonhada e que não ter retornar ao trabalho no local. “Se não precisasse do dinheiro, nem trabalharia mais. Mas alguém da empresa [Gocil, para a qual ela trabalha] me disse que poderia me transferir para um complexo que fica mais perto de casa. Também não quero mais voltar para o Velódromo, as pessoas vão ficar me perguntando como foi, me olhando”, cita a bombeira.

A Gocil se pronunciou por meio de nota. “A Gocil Segurança e Serviços, empresa com mais de 30 anos de atuação, preza e trabalha dentro de princípios éticos e legais e com um rigoroso código de conduta. Colaborando de maneira irrestrita com a justiça, a empresa irá aguardar a apuração dos fatos, para tomar medidas definitivas e alinhadas com o que for justo e correto. Atitudes assim sempre moveram e definiram e empresa ao longo de sua existência”, informou a empresa. Gwnival, no entanto, é funcionário de uma empresa quarteirizada.

O Comitê Rio-2016 declarou não ser responsável pela segurança dos Jogos Olímpicos e que a tarefa é do Governo Federal e do estado do Rio de Janeiro.

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