MP tenta barrar loteamento clandestino


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As margens do Rio Canoas possuem extensa área de preservação ambiental. Loteamento ilegal afetaria captação de água
As margens do Rio Canoas possuem extensa área de preservação ambiental. Loteamento ilegal afetaria captação de água
O Ministério Público do Estado entrou na semana passada com uma ação judicial tentando barrar a implantação de um loteamento de chácaras em Cristais Paulista. Segundo o promotor de Justiça da Habitação, Carlos Henrique Gasparoto, a área onde o loteamento já está sendo aberto fica a cerca de mil metros da captação de água do Rio Canoas, em uma área de preservação ambiental, e, se for efetivado, pode colocar em risco o abastecimento de Franca. 
 
Na ação judicial, o promotor afirma que os proprietários do Sitio Santa Rita, em Cristais Paulista, estão dividindo a área em lotes para serem comercializados em um modelo de condomínio de chácaras. Só que não têm autorização da Prefeitura para tal nem o registro dos imóveis. Além disso, o local onde os lotes estão sendo abertos fica em uma área de preservação do Rio Canoas que não poderia ser modificada. 
 
Como o loteamento fica a apenas mil metros do rio e não possui qualquer infraestrutura, como rede de esgoto ou tratamento de água, o Ministério Público teme que, se vier a ser habitado, os resíduos dessas chácaras acabem poluindo o solo e a água, prejudicando assim o abastecimento de água de Franca, que tem no Rio Canoas sua principal fonte.
 
Segundo um laudo técnico produzido por peritos do Ministério Público, no local, 20 lotes já foram abertos e outros 40 estariam sendo preparados. Todos de maneira ilegal e irregular. Sem qualquer autorização do Poder Público. 
 
Na ação, o promotor de Justiça pede que seja concedida uma liminar proibindo os responsáveis de abrir novos lotes. Além disso, também pede que as vendas dos lotes já existentes sejam suspensas e na matrícula dos imóveis conste a existência da ação judicial. 
 
O processo corre na Vara da Fazenda Pública e ainda não foi julgado. 
 
O Comércio tentou localizar os dois proprietários da área que seriam os responsáveis pelo loteamento para que eles comentassem a ação judicial do Ministério Público. Um deles não atendeu ao celular. O nome do outro não consta das listas telefônicas de Franca e Cristais Paulista.

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