Helinho debutou com festa no Poliesportivo


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Carlos Gimenes é comentarista e autor do Blog do Gimenes
Carlos Gimenes é comentarista e autor do Blog do Gimenes
A ambição humana faz com que, invariável e infelizmente, os sonhos sejam algo muito distante daquilo que ocorre na realidade. Entretanto, em determinadas situações, esta premissa pode ser atenuada. O ainda jovem técnico Helinho  pode ter feito parte da referida exceção na noite de anteontem no Pedrocão. O seu jogo de estreia, em casa, como técnico do Franca Basquete teve um enredo agradável e, sobretudo, final feliz.
 
Conforme ele revelou ao repórter Jota Júnior, da equipe Dono da Bola/Rádio Difusora, ao subir dos vestiários e pisar a quadra para a solenidade de abertura, Helinho emocionou-se e quase chorou. Imagino que a emoção foi fruto de um mix de sentimentos: realização de um projeto há muito tempo pensado; satisfação de ocupar um lugar já preenchido por seu pai Hélio Rubens Garcia; e, ciência da responsabilidade de que pode ser o aguardado comandante da nau chamada Franca Basquete que há nove anos aguarda um porto seguro chamado título.
 
Em quadra os jogadores do time francano souberam contribuir com a noite de estreia de seu técnico. Como ocorre em todo início de trabalho, a equipe oscilou em determinados momentos, mas ditou o ritmo do jogo, conforme esperava Helinho. Até o Paulistano, antagonista da noite, não ofereceu grande risco a ponto de manchar a atmosfera de festa que se mostrara desde o início como de gala.
 
Até a torcida, ainda desconfiada pela aposta feita, compareceu de forma surpreendente. Há tempos não via as arquibancadas do Pedrocão tão cheia e diversificada como na noite de sexta-feira. Torcida que foi recompensada com um bom jogo de basquete e com ações de marketing que lembrava a NBA: um telão para os casais se beijarem e uma agitada festa no intervalo com bateria e dançarinos. Enfim, o sonho do Helinho pode ter ido além, mas não dá pra negar que o seu debute como treinador em casa foi festivo e agradável!

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