Morreu às 1h15 do dia 28, na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital do Coração da Santa Casa de Misericórdia de Franca, a senhora Tereza Alves da Silva, aos 78 anos.Fumante, enfrentou, nos últimos anos, crises respiratórias que comprometeram sua qualidade de vida. Apesar disso, mantinha-se lúcida e produtiva. No final da semana passada, queixou-se de falta de ar e foi levado ao PS ‘Álvaro Azzuz’. O diagnóstico foi uma inflamação cardíaca. Voltou para casa e enfrentou final de semana que preocupou seu filho Fernando, com quem residia. ‘Mamãe não melhorou. Continuava sem ar. Resolvemos, em família, levá-la a consulta particular no dia 25, segunda-feira. Estava com pneumonia. Dia seguinte, pela manhã, a ajudei a se levantar e ela disse não estar se sentindo bem. Seguiu-se parada cardiorrespiratória. Chamamos o Samu, ela foi reanimada e a levada para a Santa Casa, mas chegou lá em estado grave. Imediatamente foi transferida para o Hospital do Coração, mas entrou em com, e não voltou mais para nós. Ficamos arrasados’, disse o filho.
Era natural de Cássia (MG). Casou-se, lá, com o também cassiense Joaquim Pedro. Lá nasceram dois filhos dos três filhos teriam, Francisco, casado com Geliane; e Fábio, casado com Fabiana. Joaquim era pedreiro. Tereza, doméstica. ‘Organizados e econômicos, conseguiram comprar um terreno e uma pequena casinha, onde moraram os cinco primeiros anos da vida a dois’, disse Fernando, que nasceu em Franca, cidade que os pais escolheram para fixar residência após deixarem Cássia.
‘Queriam melhores oportunidades de trabalho para si e para nós. Pouco tempo depois de aqui chegarem, somaram o resultado de seus trabalhos com os da venda da casa de Cássia, e adquiriram boa casa, em bom bairro, onde ela viveu até sua morte’.
Das casamentos dos filhos, Tereza e Joaquim tiveram quatro netos (Fagner, Michele, Taís, casada com Luís Henrique da Silva; e Vitória), e um bisneto, Fábio Henrique. Aposentados, tornaram-se cuidadores dos netos para os filhos trabalharem. ‘Papai faleceria em 2011. Passei a cuidar de mamãe mais de perto. Ela sempre foi lúcida, mãe e avó muito especial, religiosa, preocupada com o bem dos seus. Foi também, amiga, gente com quem se podia contar. Não gostava de nada errado. Nos fez exatamente assim. Essa sua dignidade é a herança que nos deixa, nossa maior riqueza’, comoveu-se o filho.
No mesmo terreno de residência de dona Tereza, mora, há anos, o senhor Valdessi Francisco, que acabou por se tornar amigo sempre disponível da família. ‘Agradecemos a ele o carinho e o cuidado que teve com mamãe. Da mais absoluta confiança, Valdessi a acompanhava até a bancos, quando ela ia receber sua aposentadoria’, disse Fernando.
No velório ocorrido no São Vicente de Paulo, celebraram culto os pastores Ricardo e Luís Gonçalves, da igreja do Evangelho Quadrangular do Jardim Paulistano, onde Tereza congregava. O sepultamento, com serviços da Funerária Nova Franca, iniciou-se às 15h30 de ontem, dia 29, com o traslado do corpo ao Cemitério Municipal da cidade de Cássia (MG).
‘Abri a geladeira de casa depois da grande tristeza que passamos, e lá estavam doces que mamãe fez na semana passada. Doces eram seu hobby. Era uma fada, para nós. As delícias que sabia fazer, nunca mais’, concluiu, emocionado, o filho.
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