Morreu às 3 horas do dia 27, no Hospital São Joaquim/Unimed, a senhora Anna Philomena Conrado Uchoa. Tinha 91 anos. Segundo seu filho Domingos, Anna desfrutou de boa saúde até um ano atrás. “A partir daí, seu organismo, debilitado pela idade, passou a sofrer com arritmia e crises hipertensivas. Passou acamada os últimos meses. Há 30 dias, atingida por pneumonia, sofreu crises respiratórias que lhe tiraram quase toda a capacidade de recuperação. No dia 26, a internamos. Infelizmente, na madrugada do dia seguinte, ela nos deixou. Sofria, e isso nos deixava muito tristes”, disse o filho.
Anna era filha de Francisco Ribeiro Conrado e Othília Villela Conrado. Ele, comerciante de café; irmã dos já falecidos Francisco, casado com Solange, e Eulália, casada com Hélio Pereira de Moraes. Anna era sobrinha dos respeitados João Ribeiro Conrado, o dr. “Janjão”; Alcindo Ribeiro Conrado e José Ribeiro Conrado.
Seus pais moraram em Ribeirão Preto (SP). Lá, ela conheceu o engenheiro civil, especializado na construção barragens, Domingos Villela de Mendonça, com quem se casou. Escolheram São Paulo para fixarem moradia. Tiveram 55 anos de enlace, sete filhos (Arnaldo, viúvo de Elisabeth; José Eduardo, casado com Lúcia; Regina Helena, casada com Francisco; Márcia, casada com Luiz Antônio; Ana Maria; Domingos, casado com Semar; Francisco, casado com Margareth), 18 netos (Eduardo, Andréia, Gilberto, Cecília, Marcelo, Fernanda, Patrícia, Alexandre, Marcos, Marina, Henrique, falecido; Carlos Eduardo, Camila, Lucas, Paulo, Sarah, Gustavo e Ricardo), e 9 bisnetos.
Anna estava viúva havia 14 anos. “Dois anos após a morte de papai, mamãe resolveu se mudar para Franca, passando a residir com minha irmã, Ana. Ela e eu, com minha mulher e fi-lhos, nos tornamos os companheiros de mamãe em seus últimos anos de vida. Ela era católica praticante. Todos os domingos, eu a le-vava às celebrações eucarísticas, que ela jamais deixou de frequentar. Aqui em Franca, primeiro, frequentou a Igreja de São Judas Tadeu. Depois, a Catedral Nossa Senhora da Conceição. Passou a nós o valor do respeito a Deus. Sobretudo foi cristã, sempre preocupada com quem tinha menos que ela. Nossa família se fez com a cristandade dela e com a dedicação total de papai ao trabalho. Somos extensões deles”, disse Domingos.
“Ela jamais gostou de coisas erradas. Sua forma de educar e corrigir foi a da fala comedida, da bronca educativa. Mostrou-nos que ninguém conquista respeito com raiva nem com violência. A dor da perda é imensa, mas os exemplos dela e de papai continuarão nos norteando por toda a nossa vida”, concluiu, emocionado, o filho.
O velório foi realizado no São Vicente de Paulo. Sepultamento, com serviços da Funerária Nova Franca, aconteceu às 16 horas do dia 27, no Cemitério da Saudade.
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