Vítima de estupro coletivo em Araraquara diz que ainda sangra e pede justiça


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Na quarta-feira, dia 27, a jovem disse que os suspeitos a agrediram e humilharam
Na quarta-feira, dia 27, a jovem disse que os suspeitos a agrediram e humilharam

A jovem de 18 anos que afirma ter sofrido um estupro coletivo em Araraquara, São Paulo, na noite de sábado, dia 23, comentou sobre o abuso com a imprensa.

Na quarta-feira, dia 27, a jovem disse que os suspeitos a agrediram e humilharam. "Eu sangro até hoje. Sinto vergonha e espero justiça”, contou a vítima. Na noite do crime, a jovem voltava de uma festa e estava em um ponto de ônibus, aguardando o coletivo. Cinco homens em um Honda Civic teriam parado no local. Um deles desceu do veículo e deu um tapa no rosto da jovem. “Empurrei ele, mas ele me pegou pelo cabelo e me jogou dentro do carro, na parte de trás onde tinha três homens. Deixaram minha cabeça abaixada durante todo o momento. Não falavam nada, só davam risada”, lembra a vítima.

A jovem foi levada a um canavial, onde aconteceram os abusos. “Tentei correr, um deles me segurou pelas pernas e falou: ‘volta aqui’. Outro me virou de bruços e segurou minhas mãos, enquanto tiraram minha parte debaixo e seguraram minhas pernas. Os outros três fizeram o que tinham que o fazer comigo, me violentaram”, relatou a vítima.

“Pedi para parar, mas falavam que eu gostava. Eu pedia: ‘para pelo amor de Deus, está me machucando. O cara que estava me segurando falou: para por quê? Você gosta, sua cachorra’. Colocaram cana de açúcar dentro de mim. Quanto mais eu pedia para parar, mais continuavam. Eu chorando, e eles rindo”, revelou a jovem. Após o crime, os homens teriam voltado para o carro e abandonado a vítima no canavial.

“Eles foram embora e eu fiquei lá chorando, sem saber o que fazer porque estava sangrando muito e com muita dor”, disse a jovem. Após sair do canavial, a vítima seguiu para o terminal rodoviário. “Lá, lavei o rosto, amarrei minha blusa de frio na cintura, porque estava ensanguentada e cheia de terra, e fui embora para casa. Não tinha ninguém, então fui à casa da minha amiga ligar para minha mãe”, contou.

A vítima foi então com a mãe a uma UPA, mas de lá foi transferida à Maternidade Gota de Leite, onde realizou exames. A mãe da jovem, contou ao G1 o parecer do médico que realizou o exame de corpo de delito. “Ele falou: ‘tem sinal de estupro sim. O ânus da sua filha está lesionado, a parte íntima não posso descrever agora porque está com muito sangramento. Mas que ela foi violentada, foi”, declarou a mãe da vítima. Emocionada, a jovem pede justiça. “Espero que achem eles e que aconteça o mesmo que fizeram comigo, quero que sintam a mesma dor que eu estou sentindo”, afirmou a vítima.

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