Franca registrou o 15º homicídio deste ano, nas primeiras horas de ontem. Desta vez, a vítima foi o operário Leonardo Silva Bento, de 30 anos. Ele foi encontrado morto nas proximidades do Centro Médico, no conjunto de chácaras do Jardim Monte Carlo, às margens da rodovia Tancredo Neves, que liga Franca a Claraval (MG). Havia sinais de espancamento, marcas de tiros pelo corpo e a vítima ainda levou uma facada no ouvido.
Bento estava caído na rua Geraldo Martins Tristão. Por volta de 6h30, testemunhas que o encontraram acionaram a Polícia Militar, que se deparou com o operário gravemente ferido. Pelo corpo, os policiais e peritos do IC (Instituto de Criminalística) visualizaram ao menos duas perfurações de balas, de calibre ainda desconhecido, e lesões indicando que o homem foi agredido antes de ser executado.
Além disso, em sua orelha, estava uma faca cravada. A violência empregada foi tamanha que deixou um pedaço do objeto dentro de seu ouvido. Dentro de seu bolso, os peritos encontraram seus documentos e quatro pedras de crack.
Os investigadores Paulo Rodrigues e Luciano Tavares, do setor de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), também estiveram no local onde o corpo foi encontrado e iniciaram as apurações para encontrar o assassino. Enquanto isso, o corpo de Leonardo Silva Bento foi removido ao IML (Instituto Médico Legal), necropsiado e liberado para os familiares. Com trabalhos da Funerária Tedesco, seu velório acontece no Santo Agostinho, onde será sepultado hoje, às 16 horas. Ele morava no Jardim do Éden, tinha passagens por furtos e roubos, era casado e deixa um filho de 4 anos.
Suspeitos
Ainda ontem, os policiais da DIG foram até dois homens que podem ter envolvimento com o crime. O carro de um deles, de 21 anos, estava estacionado em frente à sua casa, no Jardim Brasilândia, e foi apreendido para ser submetido à perícia, para constatar se há ou não vínculo com a morte e se há ou não sangue de Bento em seu interior.
O outro suspeito, também morador do Brasilândia, tem 23 anos e confirmou que estiveram com a vítima, na noite anterior, para usar drogas. Disse ainda que, depois disso, foi embora e deixou o operário sozinho. A dupla, que nega a autoria do assassinato, foi submetida a exames residuográficos para constatar se há vestígios de pólvora. O laudo, assim como a perícia do GM Monza, deverá ser expedido em, no máximo, 30 dias.
Violência
Com a morte de Leonardo Silva Bento, Franca chegou a dois homicídios apenas em julho. O outro caso aconteceu na segunda-feira da semana passada, quando a sapateira Cristiane Aparecida Rodrigues, de 39 anos, foi esfaqueada no meio de uma rua do Jardim Paulista pelo ex-marido, o também sapateiro Fabiano Luís do Eterno, de mesma idade.
Segundo a Polícia Civil, de janeiro até ontem, foram 15 assassinatos em Franca. Desses, incluindo o do operário, cinco seguem sob investigação na DIG e sem pistas dos responsáveis.
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